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quarta-feira, 25 de junho de 2008

Porto gaúcho em alta



O jornalista Alan Bastos,enviou hoje pela manhã essa boa notícia para Rio Grande, e para o Estado. Confira abaixo:

As importações e exportações do Porto do Rio Grande continuam em alta, confirmando as previsões de fechar este ano atingindo uma movimentação recorde, ultrapassando os 26,7 milhões de toneladas (recorde histórico obtido em 2007). Somente nos cinco primeiros meses de 2008, o porto rio-grandino chegou a 10.936.878 toneladas, 1.800.833 toneladas a mais do que em igual período do ano anterior, com acréscimo de 19,7%. Os embarques foram destaques, com crescimento de 19,8% (7.210.011 toneladas), seguidos pelas descargas que registraram alta de 19,5% (3.726.867 toneladas).

Na movimentação por segmento de carga o porto gaúcho também registrou aumento em todas as áreas. O maior volume e crescimento ficaram com a movimentação de granéis sólidos com 6.745.405 toneladas operadas (+32,5%). Na seqüência, ficou a movimentação de carga geral, chegando 2.511.997 toneladas (+2,6%), e por último a movimentação de granéis líquidos, atingindo 1.679.476 toneladas (+4,8%).

Mais uma vez o embarque de cereais aparece como o grande destaque com
4.220.243 toneladas, alta de 42,4%. Entre os produtos enviados para fora do país a soja em grão é o que registra maior volume, com 1.700.224 toneladas operadas (+28,8%). O farelo de soja também apresenta crescimento com 938.897 toneladas (+32,3%). Embora não seja a de maior volume, a carga que mais cresceu foi o trigo com alta de 394%, atingindo 896.072 toneladas. O óleo de soja foi outra carga que registrou incremento com 218.366 toneladas, mais 13,1%. Já o milho (-17,7%) e o arroz (-12,3%) tiveram queda na movimentação.

Os desembarques de cereais, embora em menor volume, também registram bom acréscimo com saldo positivo de 47,4% (683.401 toneladas). Nas descargas o trigo foi o produto que teve maior incremento, com alta de 87,3%, passando de
174.506 toneladas para 326.862 toneladas. Os desembarques de soja em grão também tiveram bom desempenho com incremento de 64,5% (185.869 toneladas).
Neste segmento, o farelo de soja registrou alta de 6,7% (130.069 toneladas).
Apenas a movimentação de óleo de soja obteve queda, tendo seu desembarque reduzido em 25,1% (40.601 toneladas).

Segundo o superintendente do Porto do Rio Grande, Sinésio Cequeira Neto, o acréscimo na movimentação deverá manter-se devido ao cenário positivo e ao escoamento da safra de grãos. “As análises estatísticas, baseada no histórico do Porto do Rio Grande, indicam que devemos atingir 28 milhões de toneladas este ano, batendo assim o nosso recorde histórico”, observa o superintendente.

Embarcações:


A movimentação de embarcações também obteve crescimento nos cinco primeiros meses do ano, atingindo 1.417unidades (+7,3%). O maior incremento foi na cabotagem que teve crescimento de 22,7% (151 unidades). Em seguida vem a navegação interior com alta de 7,1% (614 unidades). O menor acréscimo ficou com o longo curso, 4,5%. No entanto, foi o setor que registrou maior volume,
com 652 unidades.

Terminais:

O Tergrasa registrou nos cinco primeiros meses do ano a maior movimentação entre os terminais do Porto do Rio Grande. Ao todo foram movimentados 2.221.556 toneladas, 97,1% a mais do que em igual período do ano passado. Na seqüência, ficaram os terminais:




Tecon, com 2.127.982 toneladas (+2,7%)




Bianchini, com 1.622.584 toneladas (+16,5%)




Yara Brasil, com 1.474.065 toneladas (+16,3%)




Termasa, com 961.089 toneladas (+3,5%)




Porto Novo, com 857.515 toneladas (+12,4%)




Transpetro, com 769.825 toneladas (-4,1%)






Bunge, 521.106 toneladas (+11,5%)




Copesul, com 311.426 toneladas (+19,2%).
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domingo, 22 de junho de 2008

Operação da Polícia Federal tem relação com fraudes no Porto de Itajaí

O delegado Roberto Cordeiro, da Polícia Federal (PF), disse que a Operação Influenza, deflagrada na manhã desta sexta-feira em Santa Catarina e São Paulo, tem relação com a Operação Iceberg, que prendeu 13 pessoas em janeiro deste ano por fraudes na Agência da Previdência Social de Tijucas, na Grande Florianópolis.

A Operação Influenza apura suspeitas de crime contra a administração pública, a ordem tributária, o sistema financeiro, lavagem de dinheiro, formação de quadrilha, estelionato e falsidade ideológica.

Um total de 252 policiais federais e 33 auditores fiscais da Receita Federal estão cumprindo 6 mandados de prisão preventiva, 18 temporárias e 54 de busca e apreensão (45 em Santa Catarina e 9 em São Paulo). Entre os suspeitos estariam empresários, funcionários públicos e policiais. Segundo a Justiça Federal, a quadrilha teria sede em Itajaí e Balneário Camboriú.

Os crimes

Segundo o delegado, o núcleo principal da investigação começou a partir da descoberta de irregularidades no Porto de Itajaí.

— Dali em diante descobrimos uma grande rede de crime organizado. É um desdobramento da Operação Iceberg, quando foi preso o ex-superintendente do Porto Wilson Rebelo.

Segundo denúncia do Ministério Público Federal (MPF) contra os 13 presos da Operação Iceberg, a quadrilha que agia em Tijucas tinha um esquema de concessão de benefícios mediante fraude na Agência da Previdência Social do município.

Os integrantes da quadrilha, que incluía o servidor público federal João Roberto Porto, cobravam em média R$ 20 mil por aposentadoria concedida. A denúncia do MPF relata concessão de 126 benefícios, que teriam causado prejuízo de R$ 5 milhões.

No caso da Operação Influenza, os crimes foram praticados por uma organização com ramificações em Itajaí, Balneário Camboriú, Blumenau, São Francisco do Sul e Florianópolis, nos estados do Paraná, São Paulo, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul e Bahia, e nos países da Argentina, Holanda, Reino Unido, Malta, Itália, Noruega, Bermudas, França e Cingapura, entre outros.

Segundo a PF, a organização realizava operações cambiais ilegais, ocultava bens, rendas e movimentações financeiras com o emprego de "laranjas". Também realizava operações comerciais simuladas com o uso de documentos falsos e fraudava licitações.

Para realizar os crimes, os acusados corrompiam servidores públicos, principalmente nos Portos de São Francisco do Sul e de Itajaí, mediante o pagamento de propina.

A organização ainda mantinha equipes de profissionais e empresas em atividade para dar aparência regular a suas ações, além de investir recursos em negócios irregulares.

A PF informa ainda que há fortes indícios de fraudes em licitações promovidas pelo Porto de Itajaí, como o ajuste prévio de empresa vencedora em licitações, afastamento irregular das demais concorrentes e superfaturamento dos serviços contratados.

Os presos também articularam-se para praticar crimes contra o mercado imobiliário, a partir da compra de ações da empresa Agrenco SA., visando lucro indevido. Essa empresa aparece na investigação como vítima do esquema montado pelos acusados.
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