domingo, 30 de maio de 2010
Dragagem na hidrovia é um gargalo
Impostos na cabotagem

2,3 milhões de caminhões em circulação

A safra e os velhos problemas

Entrevista Jorge Wilson Cormack, diretor da Cormack Marítima

Como a Cormack tinha alguns clientes ligado diretamente neste seguimento de exportação que era o mínerio, fomos afetados sim, mas, entendo que o mercado começou a aquecer novamente no começo de 2010 em marcha-lenta, mas, hoje, no já no meio do ano, posso sentir veementemente este crescimento em nosso país, em todos os setores.
Qual a expectativa para 2010 em termos de crescimento?
Cormack: Na verdade, de agora em diante com o pré-sal e os investimentos que estão sendo feitos para terminais de minério e outros produtos em todo Brasil e mais o aquecimento da indústria naval, no que refere-se a estaleiros, construção de navios para a frota brasileiro de petróleo, plataformas e embarcações off-shore, em Niterói e em todo o Brasil, acredito que o movimento melhorará consideravelmente para os agentes marítimos.
Quais as áreas que a empresa atua fortemente?
Cormack: A Cormack Marítima Ltda, contanto com os seus 15 anos de existência, é uma firma que atua no mercado brasileiro, prestando serviços em 80% para os proprietários dos navios estrangeiros que operam em portos brasileiros, carregando, descarregando, dragando e em outras vezes em transito para pegar combustível e seguir viagem para outros países. Atuamos no seguimento de importação e exportação também, mandando mercadorias para outros países, principalmente para alguns países da Asia, e importamos equipamentos para companhias de geologia e algumas universidades do país, já que possuímos licença para isto.
Atuamos no seguimento do comércio exterior de um modo geral, que é abrangente. Em alguns casos, mantemos parcerias que nos possibilita fechar o círculo de atendimento de ponta a ponta. Resumindo, somos fornecedores, agente de navios, importador, exportador, fornecedor de navios e em alguns casos exclusivamente liberamos peças sobressalantes de navios, fazemos admissões temporária de embarcação, vistoria de condição para navios graneleiros com mais de 18 anos, vistoria inicial de afretamento de petroleiros, plataformas, troca de tripulantes, e assessoria marítima.
Como está o mercado de Cargas de Projeto?
Cargas de Projeto sempre existiu e sempre existirá, porém, a logistica que proporciona a entrega porta à porta de um projeto exige experiência e conhecimento de leis que cobrem nossas rodovias e diretamente as estruturas dos nossos portos e rodovias, onde muitas das vezes são insuficientes e mal-conservadas.
Muitas vezes, fazemos a logística da saída da mercadoria do exterior, onde quase sempre é bem mais simples, porém, quando chega aqui a situação complica-se pelos espaços e projetos que temos de porto feitos erroneamente no passado.
Hoje, com a necessidade de novos portos, com melhores calados, etc, acredito que os engenheiros envolvidos nos projetos visualizem esta necessidade que temos, de áreas portuárias mais amplas, melhores estradas e uma infraestrutura adequada as necessidades deste país que já é um país emergente.
Como a Cormack está acompanhando os grandes investimentos que estão sendo feitos na área de estaleiros e plataformas no Brasil?
Sempre é bom termos coisas boas em mente e precisamos ser esperançosos, mas, projeto em papéis é uma coisa, projeto executado é outra coisa.
Qual a expectativa da empresa em relação ao Brasil sediar a Copa do Mundo o que se refere ao turismo nos portos brasileiros?
Cormack: Acredito que qualquer país que subsidia uma Copa do Mundo, sempre terá muitos benefícios. Com isto teremos o incentivo do turismo internacional e nacional, geraremos empregos de níveis diversos, posição destacada no exterior, e um aumento, com certeza, significativo das estruturas de saneamentos básicos, etc e uma série de coisas que o efeito-dominó de crescimento gera nisto.
Para a Cormack, propriamente dito, poderemos ter aumento no número de navios passageiros e Mega-iates que irão aportar no Rio de Janeiro e Santos, principalmente nestes períodos, e como a Cormack tem, justamente escritórios próprios nestes dois portos, e como atendemos navios, com certeza, vejo esta Copa como um benefício em todos os setores, com certeza.
Em meados de 2008 houve uma queda brusca no frete internacional e consequentemente os nossos clientes, muitos deles, pararam seus navios para aquecer o frete, e, paralelamente a isto, houve a diminuição da exportação do Brasil de Minério para o exterior, causando assim, uma queda significativa em nossos atendimentos em todo o Brasil. Como também houve uma queda na compra do minério no Brasil, tendo como comprador principal a China, foi o chamado efeito dominó que foi inevitável em todos os setores ligado ao comércio exterior. Porém, agora o mercado foi aquecido novamente e tudo voltou praticamente ao normal.
Como a Cormack tinha alguns clientes ligado diretamente neste seguimento de exportação que era o mínerio, fomos afetados sim, mas, entendo que o mercado começou a aquecer novamente no começo de 2010 em marcha-lenta, mas, hoje, no já no meio do ano, posso sentir veementemente este crescimento em nosso país, em todos os setores.
Qual a expectativa para 2010 em termos de crescimento?
Na verdade, de agora em diante com o pré-sal e os investimentos que estão sendo feitos para terminais de minério e outros produtos em todo Brasil e mais o aquecimento da indústria naval, no que refere-se a estaleiros, construção de navios para a frota brasileiro de petróleo, plataformas e embarcações off-shore, em Niterói e em todo o Brasil, acredito que o movimento melhorará consideravelmente para os agentes marítimos.
Quais as áreas que a empresa atua fortemente?
A Cormack Marítima Ltda, contanto com os seus 15 anos de existência, é uma firma que atua no mercado brasileiro, prestando serviços em 80% para os proprietários dos navios estrangeiros que operam em portos brasileiros, carregando, descarregando, dragando e em outras vezes em transito para pegar combustível e seguir viagem para outros países. Atuamos no seguimento de importação e exportação também, mandando mercadorias para outros países, principalmente para alguns países da Asia, e importamos equipamentos para companhias de geologia e algumas universidades do país, já que possuímos licença para isto.
Atuamos no seguimento do comércio exterior de um modo geral, que é abrangente. Em alguns casos, mantemos parcerias que nos possibilita fechar o círculo de atendimento de ponta a ponta. Resumindo, somos fornecedores, agente de navios, importador, exportador, fornecedor de navios e em alguns casos exclusivamente liberamos peças sobressalantes de navios, fazemos admissões temporária de embarcação, vistoria de condição para navios graneleiros com mais de 18 anos, vistoria inicial de afretamento de petroleiros, plataformas, troca de tripulantes, e assessoria marítima.
Como está o mercado de Cargas de Projeto?
A carga de projeto ou heavy-lift é qualquer tipo de carga pesada ou volumosa que, em razão de suas dimensões ou tonelagem, não pode ser transportada em contêiner, exigindo, portanto, equipamentos, carretas, trens, navios ou aeronaves especiais.
Cargas de Projeto sempre existiu e sempre existirá, porém, a logistica que proporciona a entrega porta à porta de um projeto exige experiência e conhecimento de leis que cobrem nossas rodovias e diretamente as estruturas dos nossos portos e rodovias, onde muitas das vezes são insuficientes e mal-conservadas.
Muitas vezes, fazemos a logística da saída da mercadoria do exterior, onde quase sempre é bem mais simples, porém, quando chega aqui a situação complica-se pelos espaços e projetos que temos de porto feitos erroneamente no passado.
Hoje, com a necessidade de novos portos, com melhores calados, etc, acredito que os engenheiros envolvidos nos projetos visualizem esta necessidade que temos, de áreas portuárias mais amplas, melhores estradas e uma infraestrutura adequada as necessidades deste país que já é um país emergente.
Como a Cormack está acompanhando os grandes investimentos que estão sendo feitos na área de estaleiros e plataformas no Brasil?
"Se forem concretizadas" vejo como uma coisa excelente, mas, para ser sincero, assisti uma palestra de um renomado economista em Santos em 95 que já falava de um Triangulo de Sepetiba X Viracopos X Santos e até hoje, nada, em termos de estrada, ferrovia, túneis, etc foi feito, então, para ser sincero, acho que a nossa política deve mudar. Precisamos ser mais politizados e exigir mais dos nossos governantes e não deixar que meia-duzia de empresários por interesses próprios decidam o destino deste país.
Sempre é bom termos coisas boas em mente e precisamos ser esperançosos, mas, projeto em papéis é uma coisa, projeto executado é outra coisa.
Lembro-me que num passado não tão distante, o porto do Rio de Janeiro fervia de navios. Não havia berços disponíveis com facilidade e sempre existiam navios na barra esperando a vez para atracar. Hoje o porto do Rio de Janeiro, considerando os berços de carga geral, podemos dizer que está praticamente morto. Um porto que poderia ter um outro perfil, mas, pelas taxas altíssimas e péssima infraestrutura de guindastes e mão de obra especializada, etc., leva o nosso porto a ser o porto com menos índice de desenvolvimento nos últimos dois anos.
Qual a expectativa da empresa em relação ao Brasil sediar a Copa do Mundo o que se refere ao turismo nos portos brasileiros?
Acredito que qualquer país que subsidia uma Copa do Mundo, sempre terá muitos benefícios. Com isto teremos o incentivo do turismo internacional e nacional, geraremos empregos de níveis diversos, posição destacada no exterior, e um aumento, com certeza, significativo das estruturas de saneamentos básicos, etc e uma série de coisas que o efeito-dominó de crescimento gera nisto.
Para a Cormack, propriamente dito, poderemos ter aumento no número de navios passageiros e Mega-iates que irão aportar no Rio de Janeiro e Santos, principalmente nestes períodos, e como a Cormack tem, justamente escritórios próprios nestes dois portos, e como atendemos navios, com certeza, vejo esta Copa como um benefício em todos os setores, com certeza.
A Cormack desde 2005 atende Mega-Iates de Luxo que aportam o Rio de Janeiro e outras áreas turísticas no Brasil, normalmente em mega-eventos turísticos, tal como o carnaval, etc., ou até mesmo interesse científico, como a própria Amazônia e as áreas de eco-turismo, como Abrolhos, Fernando de Noronha, etc. A Cormack tem seu nome marcado no exterior para este tipo de assistência. Infelizmente, em nosso país, diferentemente de outros países que tem estrutura turística de renome, pois, ainda falta completa adequação a este tipo de atendimento e falta de pessoal qualificado nas marinas para este tipo de atendimento. Um setor que nos países trazem divisas significativas para o setor turístico.
Crescimento com responsabilidade

Que venham os grãos
Jayme Ramis, superintendente do porto gaúcho de Rio Grande, está otimista em relação a super safra recorde grãos no Rio Grande do Sul, de 24 milhões de toneladas. Não é para menos.Com um calado de 42 pés, o que vai possibilitar aumentar a capacidade de embarque em 15% por navio. O porto atualmente tem capacidade para escoar toda a safra gaúcha de grãos, segundo previsões de Ramis. Em torno de 10 a 12 milhões de toneladas podem passar pelo Porto do Rio Grande para serem exportadas. Jayme Ramis diz que só o terminal da Bianchini tem condições de armazenar um milhão de toneladas. No total, o porto rio-grandino tem capacidade de armazenagem estática de 1,6 milhão de toneladas.Lama II

A lama que gera energia
quarta-feira, 7 de abril de 2010
Investimentos da DEME

A notícia publicada no Portal GlobalOnline, da uma dimensão e importância da DEME no setor de dragagem mundial.
Pedidos da DEME aumentaram mesmo com a crise
Visita a Dredging International
segunda-feira, 22 de março de 2010
Dragagem por resultado

Na Holanda estão as duas maiores empresas do mundo da área de dragagem. Por isso, a legislação brasileira foi mudada para que a licitação das obras de dragagem pudesse ser internacional e fazer o que o governo chame de dragagem por resultado.
Luta contra gigantes do setor de dragagem

Reportagem Especial: Bandeirantes realiza dragagem de manutenção em Rio Grande (RS)
Responsável pela dragagem de manutenção continuada do calado do Porto do Rio Grande (RS), a draga Copacabana já retirou mais de 700 mil metros cúbicos de sedimentos do canal de acesso e da bacia de evolução do porto gaúcho, de um total estimado em 1,35 milhão de metros cúbicos.
O trabalho começou a ser executado em agosto de 2009, sofreu uma pausa em setembro por questões técnicas e foi retomado em dezembro. O objetivo da obra é manter o calado de 31 pés (cerca de 10 metros) na área do Porto Novo. A Copacabana, da Bandeirantes Dragagem e Construção Ltda., - sediada no Rio de Janeiro - é uma draga transportadora com capacidade par 5 mil metros cúbicos, com hidrojato nas bocas de dragagem e nas portas de cisternas.
Segundo a Superintendência do Porto do Rio Grande (SUPRG), o contrato com a empresa Bandeirantes vale por um período de cinco anos e, o investimento total é de R$ 76,7 milhões, prevendo a retirada de cerca 8,5 milhões de metros cúbicos de sedimentos do canal.De acordo com a direção da Bandeirantes, a Copacabana está concluído dragagem da bacia de evolução e em seguida passará a trabalhar nas áreas do terminal da Companhia Estadual de Silos e Armazéns (CESA) e do cais da Marinha do Brasil, considerados os locais mais críticos.
Neste primeiro ano de trabalho, a Copacabana atua praticamente no Porto Novo, considerando-se que a SUPRG também faz atualmente a dragagem de aprofundamento da áreas do Superporto e da entrada do Molhes da Barra, ainda não havendo necessidade de manutenção nestes trechos. Nas áreas citadas, o porto passará a ter, respectivamente 16 e 18 metros de profundidade.
A Bandeirantes afirma que após esta primeira dragagem de manutenção, a SUPRG passa a monitorar as condições do canal e, tão logo seja detectado um assoreamento na ordem de 1 milhão de metros cúbicos, a draga Copacabana voltará a ser acionada. A direção da empresa afirma que com o aprofundamento do porto, não se sabe qual será o comportamento do canal com relação ao acúmulo de sedimentos. Ele poderá ficar assoreado mais depressa ou não, por isso é importante o monitoramento.
Líder no segmento no País
A Bandeirantes Dragagem e Construção Ltda., fundada em 1974, tem como objeto principal a prestação de serviços no ramo de dragagem marítima e portuária.A Empresa é genuinamente nacional e se caracteriza pela versatilidade e diversidade do porte de seus equipamentos, que lhe conferem a capacidade de atuar, simultaneamente, em diversos portos e terminais na extensa costa nacional.
A draga Copacabana é considerada a mais eficiente e competitiva em operação na costa brasileira.
A embarcação foi adquirida no ano de 2000 da extinta Companhia Brasileira de Dragagem, sendo totalmente recuperada pela Bandeirantes e modernizada com aumento de capacidade e inovações tecnológicas que lhe permitem, inclusive, recuperar praias.
Draga que fará derrocagem do Porto do Mucuripe já está em Fortaleza
A draga Mersey M , da Bandeirantes, já está no Porto do Mucuripe, em Fortaleza para realizar os trabalhos de derrocagem. Orçada em R$ 7 milhões com recursos da Secretaria Especial de Portos (SEP), a obra aumentará a profundidade do berço 103, destinado principalmente à atracação de navios graneleiros, em especial de trigo. A draga vai retirar aproximadamente 15 mil metros cúbicos de pedra aumentando a profundidade do local para 11m. O início da operação está previsto para próximo dia 25 e durará 10 meses.
Com a derrocagem, o Porto do Mucuripe receberá navios graneleiros de maior porte e com mais carga. “Antes, devido à baixa profundidade, alguns navios de trigo chegavam sem a carga máxima. Esse problema será corrigido com a derrocagem, que é mais uma ação para dotar do Porto do Mucuripe de uma infraestrutura adequada ao recebimento de navios modernos e de maior porte”, afirma Sergio Novais, diretor presidente da Companhia Docas do Ceará.
DRAGAGEM
Além da derrocagem, este ano será realizada no Porto do Mucuripe a obra de dragagem (retirada de areia do fundo do mar). Considerado um dos investimentos mais importantes do terminal, a dragagem vai permitir que Fortaleza entre na rota das grandes embarcações. A profundidade do Porto (hoje de10,5m) será elevada para 14m, possibilitando a atracação de navios de até 100 mil toneladas (o dobro da capacidade de recebimento atual). Serão investidos R$63 milhões pela SEP, oriundos do Programa Nacional de Dragagem da Secretaria Especial de Portos (SEP). O edital de licitação já foi lançado.
OBRAS EM ANDAMENTO DA BANDEIRANTES
Porto de Vila do Conde no Pará;
Companhia Vale do Rio Doce em São Luis do Maranhão;
Porto de Mucuripe em Fortaleza;
Porto de Natal;
Terminal da Petrobras em Macaé no Rio de Janeiro;
Berços do Porto de Santos e Porto do Rio Grande;
PARQUE DE MÁQUINAS
5 dragas de auto propulsão e mais 3 escavadeiras flutuantes e batelões.
De 1 milhão e 350 mil metros cúbicos estimados pela SUPRG na Bacia de Evolução, Canal de Acesso e o Canal do Norte ( que depende de projeto), foram dragados 700 mil metros cúbicos.
quarta-feira, 20 de janeiro de 2010
Os investimentos de florestas e celulose no RS

Mais investimentos para Rio Grande
“Na longa historia desta casa, grandes e ilustres rio-grandinos me antecederam. Eu gostaria de, pelo menos, me igualar aos grandes feitos que eles realizaram, procurando conduzir a entidade no sentido que ela possa ser um fórum de discussão para que possamos gerar em Rio Grande mais riqueza, mais empregos”.
Nova diretoria II

Câmara do Comércio com nova diretoria

O novo presidente, que assumiu a diretoria da Câmara de Comércio, é o agropecuarista e comerciante Paulo Somensi ( foto), proprietário das lojas Rio Grande Máquinas em Rio Grande e Dismóvel Moveis para Escritório em Pelotas. Também fazem parte do corpo diretivo, Renan Guterres Lopes como 1° vice-presidente, Clovis Klinger como 2° vice-presidente, José Antônio Estima como 1° secretário, Ivone de Carvalho da Rosa como 2ª secretária, Norton Fabrizio como 1° tesoureiro e Domingos Mário Ramos como 2° Tesoureiro. Outros 15 associados foram empossados para compor o conselho fiscal.
sábado, 9 de janeiro de 2010
Faxina no fundo mar
por Diniz Júnior com fotos de Guga VW
A dragagem em Rio Grande vai ampliar em 30% a capacidade de movimentação de cargas
Desde agosto deste ano, a dragagem está sendo feita nos canais de acesso ao porto gaúcho. Com esta obra, a profundidade do canal de acesso ao porto passará dos 14 para 18 metros no canal externo (fora dos Molhes da Barra) e de 14 para 16 metros no interno (entre os Molhes e o Píer Petroleiro).
O consórcio da Jan de Nul e Odebrecht foi contratado pelo Ministério dos Portos para realizar o serviço, que consiste num investimento de R$ 196 milhões, dos quais R$ 147 milhões provenientes do governo federal, por meio do Plano de Aceleração do Crescimento (PAC), e R$ 48,5 milhões de contrapartida do Governo do Estado.
O aprofundamento do canal possibilitará que os grandes navios (Pós-Panamax) que já operam em Rio Grande e não utilizam sua capacidade máxima de carga devido ao calado atual, possam completar sua carga, o que reduzirá significativamente os custos de frete. Esses navios operam com carga média de 60 mil toneladas. "Com a dragagem, Rio Grande se credencia para ser um hub port (porto concentrador) de cargas para o Brasil, Argentina e Uruguai", diz o diretor da Odebrecht Serviços de Engenharia, Mauro Darzé. No cais público, a dragagem prevista pelo Estado aumentará a capacidade de carga das embarcações de 40 mil para quase 60 mil toneladas.
A responsável pela limpeza dos canais é uma gigante que tem 157, 7 metros de comprimento e 27,8 metros de largura. Conta com dois tubos de sucção com 1,1 metro de diâmetro, podendo dragar a uma profundidade máxima de 54,5 metros.
A draga Juan Sebastián de Elcano foi construída na Espanha e é a maior em operação na América Latina. Ela deverá trabalhar por um ano, tirando 450 mil metros cúbicos de sedimentos por semana. Cerca de 18 milhões de metros cúbicos estão sendo lançados a 20 quilômetros do canal, em alto mar. “ É a maior operação de dragagem já efetuada no Brasil, com recursos do PAC”, comenta o holandês Marcos Roks, diretor comercial da Jan de Nul no Brasil.
Com capacidade de armazenar 16,5 mil metros cúbicos de sedimentos extraídos do fundo do mar por dois grandes aspiradores, a embarcação faz doze viagens por dia do ponto de escavação ao local onde o material é descarregado, a 20 quilômetros da costa.
A tripulação da Juan Sebastián de Elcano é formada por 32 pessoas que se revezam em três turnos durante 24 horas por dia, sete dias por semana.
Os 15 brasileiros, todos gaúchos das cidades de Rio Grande, Pelotas e São Lourenço do Sul, ficam três semanas a bordo e três em terra, enquanto 18 belgas, holandeses e croatas cumprem períodos de seis semanas na draga e o mesmo intervalo em seus países de origem. Para suportar o isolamento prolongado, dispõem de uma boa infraestrutura, com alojamentos individuais, academia de ginástica, restaurante e até um "pub" para descontrair. Apesar das várias nacionalidades, o idioma que predomina é o inglês.
No comando da logística operacional, está o argentino Martin Urbieta, engenheiro de 26 anos, há um ano na Jan de Nul. Segundo ele é necessário muita organização e precisão para atender escalas de serviços, fornecimento da alimentação para a draga e tudo que se refere a parte operacional. “É um trabalho desafiador e interessante”, revelou o argentino da Província de Formosa.
Com 30 anos de experiência no comando de dragas, e no currículo dragagens nos principais portos da Europa, o holandês Cornelis Goedknegt, de 53 anos fala com orgulho do trabalho. Para ele, o maior desafio na dragagem do porto gaúcho, é realizar o trabalho de profundidade e ao mesmo tempo controlar as mudanças repentinas dos ventos e das marés.
“ A atenção tem que ser redobrada, por causa do movimento intenso de entrada e saída de navios”, disse Goedknegt. Apesar da maioria da tripulação ser europeia, o comandante destaca a troca de experiências. “ Estamos aprendendo algumas palavras em português e os brasileiros estão aprendendo a falar inglês. É uma verdadeira torre de babel”, concluiu o holandês.
Na faxina realizada no fundo do mar, nada escapa da potente draga que tem um gerador capaz de fornecer energia elétrica para uma cidade com cerca de 300 mil habitantes. Em apenas uma hora de navegação, foram retirados dos canais grande quantidade de lixo como redes de pesca, hélices de navios, pneus, restos de embarcações e cordas.
Obs.: A reportagem impressa está na Revista Conexão Marítima (www .conexaomaritima.com.br)
quinta-feira, 7 de janeiro de 2010
Porto da Antuérpia

Porto de Zeebruges

O Porto de Ghent

A Bélgica e o Brasil

segunda-feira, 4 de janeiro de 2010
Uma vida dedicada ao Porto

GRADUAÇÃO:
- Curso Primário, cursado na Escola Normal Juvenal Müller - Rio Grande/RS, no período de 1.960 a 1.964.
- Curso Ginasial, cursado no Colégio Estadual Lemos Júnior - Rio Grande/RS, no período de 1.965 a 1.968.
- Curso Científico, cursado no Colégio Estadual Lemos Júnior - Rio Grande/RS, no período de 1969 a 1972.
- Engenheiro Civil, formado pela Fundação Universidade do Rio Grande - Rio Grande/RS em 17/12/77
- Curso de Pós Graduação a nível de Especialização em Comércio Exterior, ministrado pela Fundação Universidade do Rio Grande, no período de março de 1.994 a julho de 1.996.
- Curso de formação em conversação em inglês, desenvolvido no Instituto de Idiomas Yázigi, no período de 1.967 a 1.976.
- Curso de relações humanas, chefia e liderança na empresa, promovido pelo Centro de Treinamento Portuário da Empresa de Portos do Brasil S.A., realizado de 20 a 22 de outubro de 1.983, com duração de 12 horas/aula.
- Curso de desenvolvimento gerencial, promovido pelo Centro de Treinamento Portuário da Empresa de Portos do Brasil S.A., realizado de 06 a 10 de dezembro de 1.983, com duração de 20 horas/aula.
- Curso de conceitos básicos de computação, promovido pela Fundação Universidade do Rio Grande/RS, realizado de 11 a 14 de novembro de 1.985 com duração de 10 horas/aula.
- Curso de licitação da administração pública, promovido pela Fundação Para o Desenvolvimento de Recursos Humanos, realizado de 18 a 19 de junho de 1.992, com duração de 16 horas/aula.
- Curso Internacional “WORKSHOP - O DESAFIO DOS PORTOS DE TERCEIRA GERAÇÃO NA AMERICA LATINA”, ministrado pelo CENTRO TRAINMAR BRASIL, no período de 13.12 a 16.12.1.994.
- Curso Internacional “ CONTAINERS AND HANDLING SYSTEMS ", ministrado pelo CENIRO TRAINMAR BRASIL, no período de maio de 1.995.
- Curso Internacional “ CONCEPÇÃO, ESTRUTURAÃO E DESENVOLVIMENTO DE TERMINAIS DE CONTÊINERES ”, ministrado pelo CENTRO TRAINMAR BRASIL, no período de 28.08.95 a 01.09.95.
-- Curso Internacional “ADMINISTRAÇÃO DAS OPERAÇÕES DE TERMINAIS DE CONTÊINERES ", ministrado pelo CENTRO TRAINMAR BRASIL, no período de setembro de 1.996.
- Curso Internacional “MARKETING DOS SERVIÇOS PORTUÁRIOS ", ministrado pelo CENTRO TRAINMAR BRASIL, no período de maio de 1.997.
- Curso sobre Fraude Documentária, promovido pelo Grupo PLANES, realizado em Porto Alegre, Hotel Ritter, período de 10 a 11 de junho de 1997, com duração de 16 horas/aula.
-- Curso Internacional COTAPO - “CUSTOS E TARIFAS PORTUÁRIAS ", ministrado pelo CENTRO TRAINMAR BRASIL, no período de abril de 1.998.
FEIRAS, CONGRESSOS E SEMINÁRIOS
- I INTERCON - INTERCÂMBIO TÉCNICO DE TERMINAIS DE CONTAINERS, realizado em Rio Grande, no período de 16 a 18 de junho de l.987, com duração de 20 horas/aula, promovido pelo Centro de Treinamento Portuário da Empresa de Portos do Brasil S.A.
- XI SEMINARIO DE UTILIZAÇÃO DE TERMINAIS RETROPORTUARIOS, promovido pela ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE TERMINAIS PRIVATIVOS - ABTP, realizado em Rio Grande/RS, na Câmara de Comércio em junho/92.
- VII FENASOFT - FEIRA NACIONAL DE INFORMÁTICA, realizada no período de 20 a
23 de julho de 1. 993, no Parque Anhembi em São Paulo/SP.
- VIII FENASOFT - FEIRA NACIONAL DE INFORMÁ TICA, realizada no período de 19 a
22 de julho de 1. 994, no Parque Anhembi em São Paulo/SP.
- Encontro Regional sobre Contêineres e Exportação - Rio Grande-RS - agosto 1990
- 7º Seminário Nacional sobre Conteinerização e Navegação – junho 1991.
- 1º Seminário Latino-Americano sobre Conteinerização e Transporte Multimodal - Integração do Cone Sul - Porto Alegre-RS - agosto/1991
- Seminário sobre Sistema Portuário - “Rio Grande em Debate”- Rio Grande-RS - abril/1992
- 1º Congresso Sul-Americano de Sistemas Portuários - Porto Alegre-RS - julho/1995
- III Congresso Internacional sobre Transportes, Portos e Comércio Exterior – Porto Alegre – RS – agosto/1997
- Seminário de Transporte e Logística 98 – FIERGS – Porto Alegre – outubro/1998
- INTERMODAL SOUTH AMERICA 99/00/01/02/03/04/05/06/07, feira e conferência internacional de comércio exterior, transportes, logística e movimentação de cargas, realizadas sempre no mês de abril de cada ano, na cidade de São Paulo – SP.
EXPERIÊNCIAS PROFISSIONAIS
- Departamento Estadual de Portos, Rios e Canais - Administração do Porto do Rio Grande - período de 06.04.78 até 02/91, onde exerceu como Engenheiro as funções de:
- Departamento Estadual de Portos, Rios e Canais - DEPRC - Diretoria Geral, onde exerceu as funções de Engenheiro, como Diretor da Divisão de Informática no período de 1992 a 1996
- Membro convidado do Conselho Técnico do Departamento Estadual de Portos, Rios e Canais – DEPRC, onde atuou como Conselheiro.
- Membro suplente do Conselho de Autoridade Portuária - CAP do Porto do Rio Grande, como Conselheiro representante do Governo do Estado do Rio Grande do Sul, desde a sua criação até a data de dezembro de 1998, quando se desligou da SUPRG.
- Membro suplente do Conselho de Autoridade Portuária do Porto de Pelotas, como representante do Governo do Estado do Rio Grande do Sul, desde a sua criação até a data de hoje.
- Presidente do Sindicato dos Trabalhadores de Nível Superior dos Portos e Hidrovias do Estado do Rio Grande do Sul - SINDITEC, gestão 91/96 e reeleito para o triênio 97/99.
- Presidente da Comissão Permanente de Licitação da Administração do Porto do Rio Grande/RS, no período de 89/90 e membro no período de 90/91.
- Presidente da Comissão Interna de Prevenção de Acidentes do Trabalho - CIPA da Administração do Porto do Rio Grande no período de 84/85.
-
- Membro efetivo do Comitê de Comitê de Divulgação e Marketing do Porto do Rio Grande.
- Idealizador do Projeto de Informatização Global das atividades operacionais, administrativas e gerenciais do Porto do Rio Grande, PSI, denominado: Sistema Integrado de Informação e Controle do Porto do Rio Grande –SICPRG
- Idealizador da Tarifa do Porto do Rio Grande.
- Como Membro do CAP foi o Proponente/Relator dos: Regulamento de Exploração do Porto do Rio Grande; Normas de Pré-qualificação dos Operadores Portuários; Tarifa Portuária; Criação do Regulamento dos Centros de Referência do CAP/RG para o Treinamento Portuário, entre outros.
- Instrutor e tradutor de cursos ministrados pela Rede TRAINMAR – ONU – UNCTAD.
- Membro Coordenador da Unidade TRAINMAR SUL.
Governo quer ressuscitar o mercado de dragagem

Faxina III

Faxina II

Faxina no fundo do mar


