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quarta-feira, 7 de abril de 2010

Investimentos da DEME


A DEME está construindo cinco navios. Além disso, está ocorrendo substituição de unidades na frota, reconhecidamente uma das mais diversificadas.
Na Bélgica, participa desde 1930 da dragagem de manutenção do rio Scheldt, que corta todo o país, seguindo até a Holanda. Um dos grandes projetos da empresa no momento é a dragagem de aprofundamento primordialmente na parte holandesa, recentemente aprovada.
Serão 7,7 milhões de metros cúbicos dragados na Holanda (em 11 pontos) e 5,3 milhões na Bélgica (três locais), além do alargamento do canal e do aprofundamento em três pontos, em obras no valor de 600 milhões de euros em sete anos.
A notícia publicada no Portal GlobalOnline, da uma dimensão e importância da DEME no setor de dragagem mundial.
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Pedidos da DEME aumentaram mesmo com a crise


Apesar da crise belga a DEME viu a sua carteira de pedidos no ano passado chegar a 2,12 bilhões de euros. Para 2010, a empresa espera uma utilização contínua da frota. O volume de negócios no ano passado chegou a 1.403 milhões de euros. Um pouco em relação a 2008, que atribui a gestão da manutenção da dragagem que quatro navios de grande porte no primeiro semestre foram submetidos. O lucro líquido subiu para 103 milhões de euros.
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Visita a Dredging International



Quando estive na Bélgica na Missão de Jornalistas que foi conhecer a infraestrutura daquele país,visitei a Dredging International, empresa de dragagem. A DEME opera na construção dos principais portos da Bélgica e de aprofundamento e manutenção dos seus canais de navegação no mar do Norte e do rio Escalda. Juntamente com a jornalista Valeria Bursztein da Global Online, fomos recebidos pelo diretor de comunicação Hubert Fiers e pelo diretor de negócios Bart Rumes.Na foto da esquerda para a direita,Diniz Júnior (Conexão Marítima),Marcelo Volpi,Bart Rumes,Luycvx Jam (Dreding International).
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segunda-feira, 22 de março de 2010

Dragagem por resultado


A nova política de contratar os serviços de dragagem dos portos públicos federais no Brasil está sendo recebida com ceticismo pelos empresários do setor. O novo modelo, que prevê a realização de licitação internacional, não chega, em um primeiro momento, a atrair as empresas estrangeiras. O Brasil é responsável por 0,5% dos negócios no mercado de dragagem, o que de certa forma explica o desinteresse das empresas estrangeiras. Na foto, a draga Copacabana da Bandeirantes

Na Holanda estão as duas maiores empresas do mundo da área de dragagem. Por isso, a legislação brasileira foi mudada para que a licitação das obras de dragagem pudesse ser internacional e fazer o que o governo chame de dragagem por resultado.
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Luta contra gigantes do setor de dragagem


Após a líder no setor nacional de dragagem, a Dragaport, haver vendido suas duas dragas de maior porte - " Macapá" e " Boavista" de 5 mil m3 de capacidade de dragagem- praticamente abrindo mão de competir com estrangeiros em dragagens expressivas, a empresa mais tradicional do setor, a Bandeirantes - que agora vira líder, em um mercado pequeno - não seguirá o mesmo caminho.

O presidente da Bandeirantes, Ricardo Sudaiha (foto) há anos afirma que vai lutar. Com mais de 30 anos de fundação, a Bandeirantes, tem sua sede no Rio de Janeiro.Após a implantação da Da MP 393, Sudaiha luta contra gigantes do setor. As grandes empresas estão nos Emirados Árabes, dragando áreas imensas para a construção de ilhas artificiais.
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Reportagem Especial: Bandeirantes realiza dragagem de manutenção em Rio Grande (RS)

Draga Copacabana 126

Responsável pela dragagem de manutenção continuada do calado do Porto do Rio Grande (RS), a draga Copacabana já retirou mais de 700 mil metros cúbicos de sedimentos do canal de acesso e da bacia de evolução do porto gaúcho, de um total estimado em 1,35 milhão de metros cúbicos.

O trabalho começou a ser executado em agosto de 2009, sofreu uma pausa em setembro por questões técnicas e foi retomado em dezembro. O objetivo da obra é manter o calado de 31 pés (cerca de 10 metros) na área do Porto Novo. A Copacabana, da Bandeirantes Dragagem e Construção Ltda., - sediada no Rio de Janeiro - é uma draga transportadora com capacidade par 5 mil metros cúbicos, com hidrojato nas bocas de dragagem e nas portas de cisternas.

Draga Copacabana 005

Segundo a Superintendência do Porto do Rio Grande (SUPRG), o contrato com a empresa Bandeirantes vale por um período de cinco anos e, o investimento total é de R$ 76,7 milhões, prevendo a retirada de cerca 8,5 milhões de metros cúbicos de sedimentos do canal.De acordo com a direção da Bandeirantes, a Copacabana está concluído dragagem da bacia de evolução e em seguida passará a trabalhar nas áreas do terminal da Companhia Estadual de Silos e Armazéns (CESA) e do cais da Marinha do Brasil, considerados os locais mais críticos.

Neste primeiro ano de trabalho, a Copacabana atua praticamente no Porto Novo, considerando-se que a SUPRG também faz atualmente a dragagem de aprofundamento da áreas do Superporto e da entrada do Molhes da Barra, ainda não havendo necessidade de manutenção nestes trechos. Nas áreas citadas, o porto passará a ter, respectivamente 16 e 18 metros de profundidade.

A Bandeirantes afirma que após esta primeira dragagem de manutenção, a SUPRG passa a monitorar as condições do canal e, tão logo seja detectado um assoreamento na ordem de 1 milhão de metros cúbicos, a draga Copacabana voltará a ser acionada. A direção da empresa afirma que com o aprofundamento do porto, não se sabe qual será o comportamento do canal com relação ao acúmulo de sedimentos. Ele poderá ficar assoreado mais depressa ou não, por isso é importante o monitoramento.

Líder no segmento no País

A Bandeirantes Dragagem e Construção Ltda., fundada em 1974, tem como objeto principal a prestação de serviços no ramo de dragagem marítima e portuária.A Empresa é genuinamente nacional e se caracteriza pela versatilidade e diversidade do porte de seus equipamentos, que lhe conferem a capacidade de atuar, simultaneamente, em diversos portos e terminais na extensa costa nacional.

Draga Copacabana 185

A draga Copacabana é considerada a mais eficiente e competitiva em operação na costa brasileira.

A embarcação foi adquirida no ano de 2000 da extinta Companhia Brasileira de Dragagem, sendo totalmente recuperada pela Bandeirantes e modernizada com aumento de capacidade e inovações tecnológicas que lhe permitem, inclusive, recuperar praias.

Draga que fará derrocagem do Porto do Mucuripe já está em Fortaleza

A draga Mersey M , da Bandeirantes, já está no Porto do Mucuripe, em Fortaleza para realizar os trabalhos de derrocagem. Orçada em R$ 7 milhões com recursos da Secretaria Especial de Portos (SEP), a obra aumentará a profundidade do berço 103, destinado principalmente à atracação de navios graneleiros, em especial de trigo. A draga vai retirar aproximadamente 15 mil metros cúbicos de pedra aumentando a profundidade do local para 11m. O início da operação está previsto para próximo dia 25 e durará 10 meses.

foto 3Com a derrocagem, o Porto do Mucuripe receberá navios graneleiros de maior porte e com mais carga. “Antes, devido à baixa profundidade, alguns navios de trigo chegavam sem a carga máxima. Esse problema será corrigido com a derrocagem, que é mais uma ação para dotar do Porto do Mucuripe de uma infraestrutura adequada ao recebimento de navios modernos e de maior porte”, afirma Sergio Novais, diretor presidente da Companhia Docas do Ceará.

DRAGAGEM

foto 2

Além da derrocagem, este ano será realizada no Porto do Mucuripe a obra de dragagem (retirada de areia do fundo do mar). Considerado um dos investimentos mais importantes do terminal, a dragagem vai permitir que Fortaleza entre na rota das grandes embarcações. A profundidade do Porto (hoje de10,5m) será elevada para 14m, possibilitando a atracação de navios de até 100 mil toneladas (o dobro da capacidade de recebimento atual). Serão investidos R$63 milhões pela SEP, oriundos do Programa Nacional de Dragagem da Secretaria Especial de Portos (SEP). O edital de licitação já foi lançado.

OBRAS EM ANDAMENTO DA BANDEIRANTES

Porto de Vila do Conde no Pará;

Companhia Vale do Rio Doce em São Luis do Maranhão;

Porto de Mucuripe em Fortaleza;

Porto de Natal;

Terminal da Petrobras em Macaé no Rio de Janeiro;

Berços do Porto de Santos e Porto do Rio Grande;

PARQUE DE MÁQUINAS

5 dragas de auto propulsão e mais 3 escavadeiras flutuantes e batelões.

De 1 milhão e 350 mil metros cúbicos estimados pela SUPRG na Bacia de Evolução, Canal de Acesso e o Canal do Norte ( que depende de projeto), foram dragados 700 mil metros cúbicos.

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quarta-feira, 20 de janeiro de 2010

Os investimentos de florestas e celulose no RS



Há menos de dois anos (antes da crise global de setembro de 2009), o RS tinha como certo receber três mega-investimentos nas áreas de florestamento e fabricação de celulose e papel, cada um deles de US$ 1,5 bilhão. O valor é impensável.. Nem a GM ousou investir tanto quando chegou ao RS.. Os empreendimentos anunciados com pompa e circunstância no Palácio Piratini, ainda durante o governo Rigotto, foram os seguintes (as localizações das novas indústrias):- Aracruz (expansão em Guaíba).- Stora Enso (Metade Sul, mais para a Fronteira Oeste).- VCP (Granja 4 Irmãos, Rio Grande).


A crise mudou tudo.Todos recuaram. Pior mesmo é que Aracruz e VCP foram para uma fusão e a empresa resultante da fusão, a Fibria, vendeu seus ativos de Guaíba.O fato é que parou tudo.. Nos últimos dias, a sucessora da Aracruz-Fíbria em Guaíba anunciou a retomada dos invedtimentos. Isto já foi anunciado. O governo estadual também aposta no retorno da VCP (Fibria) ao RS e da Stora Enso. As razões:1) em Rio Grande, homens da Fibria voltaram a focar na Granja 4 Irmãos.2) a Stora Enso viu suas pretensões de se instalar no Uruguai repelidas pelo novo governo socialista (o novo governo quer melhorar suas relações com os argentinos, incomodados com as plantas de celulose localizadas em Fray Bento, à beira do Prata).
O brasileiro Otávio Pontes confirmou que a empresa tomará uma decisão até meados do ano continua interessada no Uruguai (pelo menos até que deixe de continuar e volte a considerar a vizinhança, a Fronteira Oeste do RS).
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Mais investimentos para Rio Grande



Algumas observações do novo presidente da Câmara do Comércio do Rio Grande, Paulo Somensi:


“Na longa historia desta casa, grandes e ilustres rio-grandinos me antecederam. Eu gostaria de, pelo menos, me igualar aos grandes feitos que eles realizaram, procurando conduzir a entidade no sentido que ela possa ser um fórum de discussão para que possamos gerar em Rio Grande mais riqueza, mais empregos”.



“Nós queremos ser parceiros das entidades co-irmãs, queremos ser parceiros também dos poderes constituídos. É evidente que Rio Grande passa por um momento especial, temos recebido importantes investimentos e nós não podemos ficar agora aplaudindo o que já aconteceu, devemos , sim, trabalhar cada vez mais para conseguir melhores investimentos”.
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Nova diretoria II


Paulo Somensi disse que em sua gestão pretende desenvolver um trabalho a altura do que os associados esperam. Dando continuidade à reforma do prédio da Câmara e firmando parcerias com entidades que possam vir a favorecer o crescimento do Município. Ele também disse que por sua história, a mais antiga Câmara de Comércio do Estado possui uma grande representatividade no desenvolvimento do Rio Grande e o objetivo, enquanto estiver na presidência, será dar continuidade ao trabalho que vem sendo desenvolvido nos últimos anos.
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Câmara do Comércio com nova diretoria



Foi empossada a nova diretoria da Câmara de Comércio do Rio Grande,a mais antiga do Estado. Os novos diretores foram eleitos por aclamação como chapa única concorrente por sugestão do então presidente, João Nelson Espíndola Touguinha.

O novo presidente, que assumiu a diretoria da Câmara de Comércio, é o agropecuarista e comerciante Paulo Somensi ( foto), proprietário das lojas Rio Grande Máquinas em Rio Grande e Dismóvel Moveis para Escritório em Pelotas. Também fazem parte do corpo diretivo, Renan Guterres Lopes como 1° vice-presidente, Clovis Klinger como 2° vice-presidente, José Antônio Estima como 1° secretário, Ivone de Carvalho da Rosa como 2ª secretária, Norton Fabrizio como 1° tesoureiro e Domingos Mário Ramos como 2° Tesoureiro. Outros 15 associados foram empossados para compor o conselho fiscal.
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sábado, 9 de janeiro de 2010

Faxina no fundo mar

por Diniz Júnior com fotos de Guga VW

_MG_2238 A dragagem em Rio Grande vai ampliar em 30% a capacidade de movimentação de cargas

Desde agosto deste ano, a dragagem está sendo feita nos canais de acesso ao porto gaúcho. Com esta obra, a profundidade do canal de acesso ao porto passará dos 14 para 18 metros no canal externo (fora dos Molhes da Barra) e de 14 para 16 metros no interno (entre os Molhes e o Píer Petroleiro).

O consórcio da Jan de Nul e Odebrecht foi contratado pelo Ministério dos Portos para realizar o serviço, que consiste num investimento de R$ 196 milhões, dos quais R$ 147 milhões provenientes do governo federal, por meio do Plano de Aceleração do Crescimento (PAC), e R$ 48,5 milhões de contrapartida do Governo do Estado.

O aprofundamento do canal possibilitará que os grandes navios (Pós-_MG_2311Panamax) que já operam em Rio Grande e não utilizam sua capacidade máxima de carga devido ao calado atual, possam completar sua carga, o que reduzirá significativamente os custos de frete. Esses navios operam com carga média de 60 mil toneladas. "Com a dragagem, Rio Grande se credencia para ser um hub port (porto concentrador) de cargas para o Brasil, Argentina e Uruguai", diz o diretor da Odebrecht Serviços de Engenharia, Mauro Darzé. No cais público, a dragagem prevista pelo Estado aumentará a capacidade de carga das embarcações de 40 mil para quase 60 mil toneladas.

A responsável pela limpeza dos canais é uma gigante que tem 157, 7 metros de comprimento e 27,8 metros de largura. Conta com dois tubos de sucção com 1,1 metro de diâmetro, podendo dragar a uma profundidade máxima de 54,5 metros.

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A draga Juan Sebastián de Elcano foi construída na Espanha e é a maior em operação na América Latina. Ela deverá trabalhar por um ano, tirando 450 mil metros cúbicos de sedimentos por semana. Cerca de 18 milhões de metros cúbicos estão sendo lançados a 20 quilômetros do canal, em alto mar. “ É a maior operação de dragagem já efetuada no Brasil, com recursos do PAC”, comenta o holandês Marcos Roks, diretor comercial da Jan de Nul no Brasil.

Com capacidade de armazenar 16,5 mil metros cúbicos de sedimentos extraídos do fundo do mar por dois grandes aspiradores, a embarcação faz doze viagens por dia do ponto de escavação ao local onde o material é descarregado, a 20 quilômetros da costa.

A tripulação da Juan Sebastián de Elcano é formada por 32 pessoas que se revezam em três turnos durante 24 horas por dia, sete dias por semana.

Os 15 brasileiros, todos gaúchos das cidades de Rio Grande, Pelotas e São Lourenço do Sul, ficam três semanas a bordo e três em terra, enquanto 18 belgas, holandeses e croatas cumprem períodos de seis semanas na draga e o mesmo intervalo em seus países de origem. Para suportar o isolamento prolongado, dispõem de uma boa infraestrutura, com alojamentos individuais, academia de ginástica, restaurante e até um "pub" para descontrair. Apesar das várias nacionalidades, o idioma que predomina é o inglês.

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No comando da logística operacional, está o argentino Martin Urbieta, engenheiro de 26 anos, há um ano na Jan de Nul. Segundo ele é necessário muita organização e precisão para atender escalas de serviços, fornecimento da alimentação para a draga e tudo que se refere a parte operacional. “É um trabalho desafiador e interessante”, revelou o argentino da Província de Formosa.

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Com 30 anos de experiência no comando de dragas, e no currículo dragagens nos principais portos da Europa, o holandês Cornelis Goedknegt, de 53 anos fala com orgulho do trabalho. Para ele, o maior desafio na dragagem do porto gaúcho, é realizar o trabalho de profundidade e ao mesmo tempo controlar as mudanças repentinas dos ventos e das marés.

“ A atenção tem que ser redobrada, por causa do movimento intenso de entrada e saída de navios”, disse Goedknegt. Apesar da maioria da tripulação ser europeia, o comandante destaca a troca de experiências. “ Estamos aprendendo algumas palavras em português e os brasileiros estão aprendendo a falar inglês. É uma verdadeira torre de babel”, concluiu o holandês.

_MG_1903 Na faxina realizada no fundo do mar, nada escapa da potente draga que tem um gerador capaz de fornecer energia elétrica para uma cidade com cerca de 300 mil habitantes. Em apenas uma hora de navegação, foram retirados dos canais grande quantidade de lixo como redes de pesca, hélices de navios, pneus, restos de embarcações e cordas.

Obs.: A reportagem impressa está na Revista Conexão Marítima (www .conexaomaritima.com.br)

jandenul_[1] http://www.jandenul.com/

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quinta-feira, 7 de janeiro de 2010

Porto da Antuérpia



A Antuérpia é o segundo maior porto da Europa para o frete marítimo internacional e de classe mundial. As mercadorias também são armazenados, reembaladas, expedidos e, em seguida, distribuídos aos seus destinos finais a partir de Antuérpia.


Está realizado na região central no Noroeste da Europa, o que o torna um porto com uma localização preferida, oferecendo excelente acesso aos principais centros industriais europeus e um grande potencial consumidor base. Comparado a outros portos da Europa Ocidental, a Antuérpia tem uma relação bem equilibrada de exportação para as importações para a maior parte dos tipos de carga.
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Porto de Zeebruges



O porto de Zeebruges é o único porto em Flanders no marEm 2008 movimentou 42 milhões de toneladas. É um centro europeu para a indústria automobilística .Opera com transporte de gás natural do Mar do Norte através de tanques-depósitos. Zeebrugge está entre os portos mais rápidos da Europa. O tráfego de carga, por conseguinte, tem aumentado espetacularmente em Zeebrugge: anualmente, cerca de 10.000 navios ancorados no porto, enquanto capacidade de carga passou de 14 milhões de toneladas em 1985 para 42 milhões de toneladas em 2007.
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O Porto de Ghent



Ghent está localizado numa região estratégica, e conecta-se ao interior da Europa por meio de uma extensa rede de hidrovias e ferrovias de Flanders. Além disso, os aeroportos de Bruxelas e Ostende ficam bem próximos à malha ferroviária e ao sistema de rodovias. Ainda pesam a favor de investimentos estrangeiros três particularidades da legislação belga: a facilidade para se abrir uma empresa no país, o conjunto flexível de normas aduaneiras e o incentivo fiscal.
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A Bélgica e o Brasil



Mieke Pynnaert (foto) e Claudia Rolim da Flanders Investment&Trade, estão envolvidas com a missão de jornalistas brasileiros que visitarão a Bélgica dia 28 de fevereiro até o dia 5 de março. A Revista Conexão Marítima estará participando dessa missão. A idéia é que os jornalistas conheçam a infraestrutura daquele país em portos, logística e energia, especialmente a região de Flandres, onde estão localizados os portos da Antuérpia, Zeebrugee e Ghent. A região é a rota ideal para o exportador brasileiro e para as empresas de logística entrarem no mertcado europeu.



A Flanders Investiment & Trade (FIT) ,agência do governo belga com mais de 70 escritórios internacionais, responsável por apoiar empresas do país a fazerem negócios no exterior e também por dar suporte às empresas estrangeiras que queiram entrar na Bélgica, é a reponsável pela divulgação da região para o mundo.É a FIT que expõe os bons motivos para as empresas brasileiras utilizarem os portos belgas.
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segunda-feira, 4 de janeiro de 2010

Uma vida dedicada ao Porto


O engenheiro Jayme Ramis foi empossado como diretor-superintendente do porto de Rio Grande no dia 23 de dezembro passado em Porto Alegre.
A solenidade de posse em Rio Grande será na próxima quinta-feira às 11 horas da manhã na sede da Superintendência do Porto. Ramis se aposentou, em 1998.
Na época , era diretor de planejamento do porto e recém tinha sido colocada em prática a Lei de Modernização dos Portos (Lei 8.630). Abaixo, o currículo do novo superintendente do porto gaúcho:


CURSOS DE FORMAÇÃO PROFISSIONAL


GRADUAÇÃO:

- Curso Primário, cursado na Escola Normal Juvenal Müller - Rio Grande/RS, no período de 1.960 a 1.964.

- Curso Ginasial, cursado no Colégio Estadual Lemos Júnior - Rio Grande/RS, no período de 1.965 a 1.968.

- Curso Científico, cursado no Colégio Estadual Lemos Júnior - Rio Grande/RS, no período de 1969 a 1972.

- Engenheiro Civil, formado pela Fundação Universidade do Rio Grande - Rio Grande/RS em 17/12/77


CURSOS DE PÓS-GRADUAÇÃO, EXTENSÃO E APERFEIÇOAMENTO:

- Curso de Pós Graduação a nível de Especialização em Comércio Exterior, ministrado pela Fundação Universidade do Rio Grande, no período de março de 1.994 a julho de 1.996.

- Curso de formação em conversação em inglês, desenvolvido no Instituto de Idiomas Yázigi, no período de 1.967 a 1.976.
- Curso de relações humanas, chefia e liderança na empresa, promovido pelo Centro de Treinamento Portuário da Empresa de Portos do Brasil S.A., realizado de 20 a 22 de outubro de 1.983, com duração de 12 horas/aula.

- Curso de desenvolvimento gerencial, promovido pelo Centro de Treinamento Portuário da Empresa de Portos do Brasil S.A., realizado de 06 a 10 de dezembro de 1.983, com duração de 20 horas/aula.


- Curso de conceitos básicos de computação, promovido pela Fundação Universidade do Rio Grande/RS, realizado de 11 a 14 de novembro de 1.985 com duração de 10 horas/aula.

- Curso de licitação da administração pública, promovido pela Fundação Para o Desenvolvimento de Recursos Humanos, realizado de 18 a 19 de junho de 1.992, com duração de 16 horas/aula.

- Curso Internacional “WORKSHOP - O DESAFIO DOS PORTOS DE TERCEIRA GERAÇÃO NA AMERICA LATINA”, ministrado pelo CENTRO TRAINMAR BRASIL, no período de 13.12 a 16.12.1.994.



- Curso Internacional “ CONTAINERS AND HANDLING SYSTEMS ", ministrado pelo CENIRO TRAINMAR BRASIL, no período de maio de 1.995.

- Curso Internacional “ CONCEPÇÃO, ESTRUTURAÃO E DESENVOLVIMENTO DE TERMINAIS DE CONTÊINERES ”, ministrado pelo CENTRO TRAINMAR BRASIL, no período de 28.08.95 a 01.09.95.

-- Curso Internacional “ADMINISTRAÇÃO DAS OPERAÇÕES DE TERMINAIS DE CONTÊINERES ", ministrado pelo CENTRO TRAINMAR BRASIL, no período de setembro de 1.996.

- Curso Internacional “MARKETING DOS SERVIÇOS PORTUÁRIOS ", ministrado pelo CENTRO TRAINMAR BRASIL, no período de maio de 1.997.

- Curso sobre Fraude Documentária, promovido pelo Grupo PLANES, realizado em Porto Alegre, Hotel Ritter, período de 10 a 11 de junho de 1997, com duração de 16 horas/aula.


-- Curso Internacional COTAPO - “CUSTOS E TARIFAS PORTUÁRIAS ", ministrado pelo CENTRO TRAINMAR BRASIL, no período de abril de 1.998.

FEIRAS, CONGRESSOS E SEMINÁRIOS


- I INTERCON - INTERCÂMBIO TÉCNICO DE TERMINAIS DE CONTAINERS, realizado em Rio Grande, no período de 16 a 18 de junho de l.987, com duração de 20 horas/aula, promovido pelo Centro de Treinamento Portuário da Empresa de Portos do Brasil S.A.

- XI SEMINARIO DE UTILIZAÇÃO DE TERMINAIS RETROPORTUARIOS, promovido pela ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE TERMINAIS PRIVATIVOS - ABTP, realizado em Rio Grande/RS, na Câmara de Comércio em junho/92.

- VII FENASOFT - FEIRA NACIONAL DE INFORMÁTICA, realizada no período de 20 a

23 de julho de 1. 993, no Parque Anhembi em São Paulo/SP.

- VIII FENASOFT - FEIRA NACIONAL DE INFORMÁ TICA, realizada no período de 19 a

22 de julho de 1. 994, no Parque Anhembi em São Paulo/SP.

- Encontro Regional sobre Contêineres e Exportação - Rio Grande-RS - agosto 1990
- 7º Seminário Nacional sobre Conteinerização e Navegação – junho 1991.
- 1º Seminário Latino-Americano sobre Conteinerização e Transporte Multimodal - Integração do Cone Sul - Porto Alegre-RS - agosto/1991
- Seminário sobre Sistema Portuário - “Rio Grande em Debate”- Rio Grande-RS - abril/1992
- 1º Congresso Sul-Americano de Sistemas Portuários - Porto Alegre-RS - julho/1995
- III Congresso Internacional sobre Transportes, Portos e Comércio Exterior – Porto Alegre – RS – agosto/1997
- Seminário de Transporte e Logística 98 – FIERGS – Porto Alegre – outubro/1998
- INTERMODAL SOUTH AMERICA 99/00/01/02/03/04/05/06/07, feira e conferência internacional de comércio exterior, transportes, logística e movimentação de cargas, realizadas sempre no mês de abril de cada ano, na cidade de São Paulo – SP.

EXPERIÊNCIAS PROFISSIONAIS

- Departamento Estadual de Portos, Rios e Canais - Administração do Porto do Rio Grande - período de 06.04.78 até 02/91, onde exerceu como Engenheiro as funções de:

Eng. Chefe do Setor de Oficinas – Conservação, no período de 1978 a 1980:

Desempenhou nesse período o Projeto, o Gerenciamento e a Fiscalização das obras de conservação civil do Porto do Rio Grande, em especial: pavimentação asfáltica e de paralelepípedo de ruas internas ao porto e de pátios de estocagem de contêineres; manutenção e/ou construção de redes de utilidades; manutenção de estação de tratamento de água com captação de poços artesianos; manutenção e restauração de vigas de paramento da amurada do cais e de estacas de proteção; fabricação de defensas de proteção da amurada do cais; construção, restauração e manutenção de prédios administrativos, armazéns de estocagem de carga e de terminais especializados na armazenagem de cereais a granel e derivados líquidos; entre outras.

Eng. Chefe do Setor de Oficinas Manutenção Elétrica, no período de 1980 a 1981:

Desempenhou nesse período o Projeto, o Gerenciamento e a Fiscalização das obras elétricas do Porto do Rio Grande, em especial: restauração geral de guindastes elétricos de 3,2 a 12,5 toneladas; restauração geral de subestações internas; manutenção e restauração de redes de baixa e alta tensão internas; construção e manutenção de rede elétrica com 35 tomadas tripolares em 380 volts junto ao cais de atracação de navios para a operação de guindastes elétricos; construção e manutenção de rede especial para tomadas especiais para contêineres frigorificados; entre outras.

Eng. Chefe do Entreposto Frigorífico João Mascarenhas, no período de 1981 a 1986:

Desempenhou nesse período o Projeto, o Gerenciamento e a Fiscalização das obras de restauração geral do Entreposto Frigorífico João Mascarenhas, frigorífico vertical, em térreo e mais três(03) andares, com uma área total construída de 4.200 m² e capacidade de estocagem de 12.000 toneladas de produtos frigorificados, constando ainda, de restauração completa da Sala de máquinas(compressores, trocadores de calor, etc.), criação de controles automáticos de temperatura e umidade e, de processo de fabricação para venda de gelo.

Chefe da Seção de Armazéns, no período de 1986 a 1987

Nesse período, desempenhou a função de coordenação e fiscalização do recebimento e entrega de mercadorias a granel(sólidas e líquidas), unitizadas, conteinerizadas e avulsas na área do Porto organizado do Rio Grande.

Diretor da Diretoria do Tráfego, no período de 1987 a 1990

Nesse período, desempenhou a função de : planejamento, coordenação e fiscalização de todas as atividades operacionais do Porto do Rio Grande como: a programação de atracação de navios na área do porto organizado; a operação dos navios e cargas a eles destinadas; a movimentação de embarque e desembarque de cargas; a destinação e utilização de todos os equipamentos portuários(veículos leves, caminhões, tratores, carretas, empilhadeiras, guindastes sobre rodas, guindastes elétricos e de pátio, pás-carregadeiras, retro-escavadeiras, locomotivas, vagões) e embarcações de operação (guindastes flutuantes, rebocadores, sugadores flutuantes, dragas, etc.) e apoio(lanchas, batelões, etc.);

Administrador Substituto, no período de 1987 a 1990.

Respondendo integralmente por todos os atos administrativos, operacionais e financeiros do Porto, como ordenador de despesas e coordenador geral de todas as diretorias, seções e repartições a ele subordinadas.

Assessor Técnico-Científico no período de 1990 a 1992

Nesse período, desempenhou a função de : planejamento, coordenação e fiscalização o andamento das obras da administração do Porto; informar e emitir pareceres sobre assuntos técnicos, procedendo estudos e melhorias das condições de utilização de equipamentos e instalações da administração do porto; e,

- Departamento Estadual de Portos, Rios e Canais - DEPRC - Diretoria Geral, onde exerceu as funções de Engenheiro, como Diretor da Divisão de Informática no período de 1992 a 1996

Desempenhou nesse período o Projeto, o Gerenciamento e a Fiscalização das obras de reestruturação completa do Centro de Processamento de Dados do DEPRC e criou o Plano de Solução de Informática – PSI para os Portos de Rio Grande, Pelotas e Porto Alegre, compreendendo a coordenação e automação em rede de todos os procedimentos gerenciais, operacionais, administrativos, financeiros e ambientais, com acompanhamento geo-referenciado de meio ambiente, operações portuárias em geral e sinalização e balizamento de canais de acesso e vias navegáveis interiores e disponibilização de informações via internet.
- Membro convidado do Conselho Técnico do Departamento Estadual de Portos, Rios e Canais – DEPRC, onde atuou como Conselheiro.
- Membro suplente do Conselho de Autoridade Portuária - CAP do Porto do Rio Grande, como Conselheiro representante do Governo do Estado do Rio Grande do Sul, desde a sua criação até a data de dezembro de 1998, quando se desligou da SUPRG.
- Membro suplente do Conselho de Autoridade Portuária do Porto de Pelotas, como representante do Governo do Estado do Rio Grande do Sul, desde a sua criação até a data de hoje.
- Presidente do Sindicato dos Trabalhadores de Nível Superior dos Portos e Hidrovias do Estado do Rio Grande do Sul - SINDITEC, gestão 91/96 e reeleito para o triênio 97/99.
- Presidente da Comissão Permanente de Licitação da Administração do Porto do Rio Grande/RS, no período de 89/90 e membro no período de 90/91.
- Presidente da Comissão Interna de Prevenção de Acidentes do Trabalho - CIPA da Administração do Porto do Rio Grande no período de 84/85.
-

Chefe da Divisão de Planejamento da Superintendência do Porto de Rio Grande – SUPRG, no período de 02/96, até a data de dezembro de 1998, quando se desligou por aposentadoria incentivada.

Desempenhou nesse período, o Projeto, o Gerenciamento e a Fiscalização de todas as ações voltadas à área da informatização e automação de procedimentos do Porto do Rio Grande, com a instituição de seu Projeto de Solução de Informática – PSI, com a aquisição de hardware e software específicos e necessários e com a construção de redes internas com cabo LAM e externas em fibra ótica, interligando todos os setores administrativos e operacionais do porto, inclusive, com os terminais privatizados e privativos da área do Superporto e com Operadores Portuários em geral.


Promoveu, ainda, a criação do site do Porto do Rio Grande na Internet e disponibilização de informações e serviços aos clientes em geral, bem como o geo-referenciamento de imagens do porto para controle ambiental, operacional e administrativo, através de GIS integrado ao Sistema do Porto.
- Membro efetivo do Comitê de Comitê de Divulgação e Marketing do Porto do Rio Grande.
- Idealizador do Projeto de Informatização Global das atividades operacionais, administrativas e gerenciais do Porto do Rio Grande, PSI, denominado: Sistema Integrado de Informação e Controle do Porto do Rio Grande –SICPRG
- Idealizador da Tarifa do Porto do Rio Grande.
- Como Membro do CAP foi o Proponente/Relator dos: Regulamento de Exploração do Porto do Rio Grande; Normas de Pré-qualificação dos Operadores Portuários; Tarifa Portuária; Criação do Regulamento dos Centros de Referência do CAP/RG para o Treinamento Portuário, entre outros.

- Participou da elaboração do Planejamento Estratégico do Porto do Rio Grande para a implantação do Terminal Automotivo da General Motors do Brasil – GMB e obras de implantação.

- Participou da elaboração do Planejamento Estratégico do Porto do Rio Grande para a implantação do Terminal Automotivo da FORD S/A e obras de implantação, minutando, inclusive, o Convênio homologado pela Assembléia Legislativa do Estado do RS..

- Elaborou os Termos de Referência para a contratação do Plano de Desenvolvimento do Porto do Rio Grande – PDP, gerenciou e fiscalizou a sua execução.

- Elaborou Termos de Referência para a contratação do Inventário Global das instalações patrimoniais e áreas do Porto do Rio Grande, com o objetivo de criar regramento geral para arrendamento de áreas e instalações.

- Membro associado da ATAS – Associación TRAINMAR para a America del Sür.
- Instrutor e tradutor de cursos ministrados pela Rede TRAINMAR – ONU – UNCTAD.
- Membro Coordenador da Unidade TRAINMAR SUL.

- Professor do Curso Técnicas de Secretariado; 2º e 3º ano do Colégio Estadual Getúlio Vargas, na condição de contratado, das disciplinas de Matemática Financeira e Mecanografia e Processamento de Dados, no período de 01/75 a 12/78.

- Professor do Curso de Técnicas de Contabilidade, 3º ano do segundo grau do Colégio Estadual Getúlio Vargas, na condição de professor contratado, da disciplina de Mecanografia e Processamento de Dados, no período de 01/75 a 12/78.

- Professor do Curso de Enfermagem e Desenhista do Colégio Estadual Lemos Júnior, das disciplinas de física e matemática, para o 3º ano do 2º grau, no período de 01/77 a 12/77.

- Sócio - Diretor Geral da Revista Conexão Marítima, fundada em dezembro de 2001, especializada em Comércio exterior, Logística e Transporte Multimodal.

- Sócio - Diretor da Agência de Publicidade 2Xmais1 ltda., fundada em 03 de janeiro de 2006.


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Governo quer ressuscitar o mercado de dragagem



Foi para eliminar esses gargalos que o governo federal lançou em dezembro de 2007 o Programa Nacional de Dragagem (PND) para aprofundar o calado dos portos. O objetivo é preparar o País para as novas gerações de navios, que ficam cada vez maiores para reduzir o custo do transporte.


A exemplo do que planeja para a indústria do petróleo e da construção naval, o governo quer aproveitar o Programa Nacional de Dragagem (PND) para ressuscitar o setor de dragagem no País. Atualmente, apenas uma empresa, a Bandeirantes Dragagem atua no mercado. As demais fecharam por falta de contratos.
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Faxina III



A responsável pela faxina no fundo do mar é a draga Juan Sebastián de Elcano, segundo o consórcio, é a maior em operação na América Latina. Ela deverá dragar 16 milhões de metros cúbicos de sedimento. A embarcação tem 157,7 metros de comprimento e 27,8 metros de largura.


Conta com dois tubos de sucção com 1,1 metro de diâmetro, podendo dragar a uma profundidade máxima de 54,5 metros.Esta draga tem capacidade de cisterna para armazenar 16,5 mil metros cúbicos de sedimentos. Sua tripulação é composta de 21 trabalhadores estrangeiros (da Bélgica, Holanda e Croácia) .
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Faxina II


Com esta dragagem, a profundidade do canal de acesso ao porto rio-grandino passará dos 14 para 18 metros no canal externo (fora dos Molhes da Barra) e de 14 para 16 metros no interno (entre os Molhes e o Píer Petroleiro).


O aprofundamento do canal possibilitará que os grandes navios (Pós-Panamax) que já operam em Rio Grande e não utilizam sua capacidade máxima de carga devido ao calado atual possam completar sua carga, o que reduzirá significativamente os custos de frete.


Além disso, com um calado maior o porto rio-grandino terá condições de se habilitar para captar, concentrar e movimentar cargas oriundas da Bacia do Prata, como grãos da Argentina, Paraguai e Bolívia; minério de Mato Grosso do Sul e da Bolívia; madeiras do Uruguai, e contêineres da Argentina, Uruguai e Paraguai.
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Faxina no fundo do mar



Reportagem de capa da Revista Conexão Marítima que tem como título "Rio Grande: o maior calado do Cone Sul ", trata de um assunto que talvez seja o maior gargalo dos portos brasileiros: a falta de dragagem. A falta de investimentos em dragagem nos principais portos, para permitir a atracação dos grandes navios graneleiros, é um fator que eleva os custos logísticos e limita a competitividade do agronegócio brasileiro no mercado internacional.


O consórcio da Jan de Nul, empresa de dragagem da Bélgica, e Odebrecht foi contratado pela SEP para realizar o serviço, que consiste num investimento de R$ 196 milhões, dos quais R$ 147 milhões provenientes do governo federal, por meio do Plano de Aceleração do Crescimento (PAC), e R$ 48,5 milhões de contrapartida do Governo do Estado.
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segunda-feira, 14 de dezembro de 2009

Hidrovia II


Sem novos investimentos, a movimentação de grãos pelas hidrovias cresceria pouco, situando-se em 8,6 milhões de toneladas na safra 2018/19, de acordo com as projeções da agência. Mas se houver investimentos públicos, o volume de grãos transportado via hidrovia poderia saltar para 51,2 milhões de toneladas na safra 2018/19, o equivalente a 28,44% de uma safra potencial de 180 milhões de toneladas.


São mais 42,6 milhões de toneladas em relação a um cenário sem investimentos na malha hidroviária, diz o diretor da Antaq Tiago Lima.O relatório sobre o potencial de desenvolvimento das hidrovias no Brasil e sobre a contribuição desse meio de transporte para reduzir as emissões de gases que provocam o efeito estufa, foi apresentado em painel da conferência do clima das Nações Unidas (ONU), em Copenhague, na Dinamarca. Lima vai apresentar os dados sobre o sistema hidroviário no chamado Espaço Brasil, destinado a apresentações da delegação brasileira.


Os cálculos da Antaq indicam que ao movimentar 42,6 milhões de toneladas de grãos via hidrovia seria possível reduzir as emissões de CO2 em 56% na safra 2018/19. A conta considera que para transportar esse volume de grãos via rodoviária os caminhões percorreriam, em média, mil quilômetros até os portos com a emissão de 6,9 milhões de quilos de CO2. Já para movimentar a mesma quantidade de grãos por meio de hidrovias a emissão seria de 3,1 milhões de quilos de CO2, levando-se em conta a necessidade de transportar a safra, primeiro via caminhão, em trecho médio de 200 quilômetros, e depois, via rios, por mais 1,2 mil quilômetros, em média.
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Hidrovia pode ajudar o Brasil a reduzir emissão de CO2


Reportagem assinada pelo jornalista Francisco Góes do Valor Econômico,revela que o maior uso das hidrovias para o transporte de produtos, em especial da safra agrícola, pode ajudar a reduzir as emissões de gases do efeito estufa no Brasil.


Um relatório da Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq) mostra que existe potencial para reduzir pela metade, em menos de uma década, as emissões de dióxido de carbono (CO2) no transporte da safra de grãos por meio de uma maior participação das hidrovias na matriz de transporte. Para atingir essa meta, serão necessários investimentos estimados em R$ 7,6 bilhões na construção de eclusas, dragagem e obras capazes de ampliar a navegabilidade dos rios.


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Oceanário II


O Oceanário Brasil será construído em um Parque Ecológico, localizado entre o Balneário Cassino e os Molhes da Barra, em uma área de 176 hectares do lado do Oceano Atlântico. A previsão é de que no final de 2012, a obra esteja concluída. O investimento é de R$ 140 milhões. Atualmente, a Furg procura parcerias para a obra. O Oceanário será dividido em Ala Norte, Sul, Leste, Oeste e Central.


O complexo Oceanário contará ainda com um Centro de Educação, Ciência, Tecnologia e Inovação Oceanográfica, área de apoio técnico, Espaço Artesanal de Economia Solidária, torre mirante, teleférico, quiosques, lago e estacionamento. De acordo com o reitor da Furg, o Oceanário terá espelhos d’água, estrutura metálica e um tanque central, considerado um dos maiores do mundo.


A Ala Sul abrigará o espaço para o acesso ao Oceanário e para o entretenimento. Entre os ambientes estarão recepção, bilheteria, bar/cafeteria, loja, restaurante, docas, serviços de apoio, área administrativa. Os visitantes poderão desfrutar dos espaços para exposições temporárias, exposição multimídia, biblioteca, workshop, cinema 3D Imax e Educação Ambiental.


A Ala Sul exibirá ecossistemas e espécies da Antártica e do sul do país, como os arroios, banhados do Taim e Lagoa Mirim, Laguna dos Patos, Pinguinário, Anfíbios, Marismas e Estuário, Piscicultura, Carcinocultura, Elevação do Rio Grande, Praia Arenosa, Pinípedes, Água-viva, Antártica, e ainda terá uma Galeria Biodiversidade e um Tanque de Contato.


Na Ala Leste, haverá um salão interno, onde o visitante poderá ver uma rica variedade de ambientes costeiros do sudeste e do Nordeste do país, com amostras da Mata Atlântica, Ilhas Costeiras e Parcéis, Florestas Marinhas, Tartarugas Marinhas e Cavalo Marinho, réplicas de Plataforma Petróleo, Recife Artificial e Naufrágio.


Já a Ala Norte será direcionada aos ecossistemas e espécies aquáticas da Amazônia, com uma Galeria Biodiversidade da Amazônia e o tanque do Rio Amazonas, entre outros. A Ala Oeste exibirá a riqueza dos ambientes aquáticos da região Centro-Oeste do país, abrangendo a região do Pantanal, Bonito e Bacia do Paraná, com jacarés, sucuri, piranhas. A ala terá ainda um tanque de Mergulho e a réplica de uma Hidroelétrica.


A Ala Central promete ser uma das mais atrativas ao público. Ao longo do percurso pelo túnel envidraçado utilizado pelos visitantes para chegar até o salão central da ala, será possível a observação do tanque Amazônia Azul que dará aos visitantes a experiência de estar dentro do Oceano Profundo.


No visor principal desse tanque serão realizadas palestras de Educação Ambiental e vida marinha. No tanque Oceano Profundo, haverá um simulador de submarino, que levará os visitantes a um passeio real e emocionante ao fundo do mar. A parte externa do Oceanário também será valorizada.


Em um lago no entorno da área central, os visitantes terão a oportunidade de participar de um passeio de barco. Durante a atividade, chamada de Expedição Oceanográfica, os visitantes irão conhecer técnicas e instrumentos oceanográficos.
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Oceanário Brasil: O projeto que vai alavancar o turismo em Rio Grande.





Com o edital de licitação lançado dia 30 de outubro para a construção do Oceanário Brasil, Rio Grande passa a viver um momento de grande expectativa em relação ao turismo, que sofrerá um aumento contínuo de visitantes ao longo dos anos. O projeto da Universidade Federal do Rio Grande (Furg) é inédito no país e é de grande alcance turístico, científico, tecnológico e educacional.Rio Grande é uma cidade intrinsecamente ligada ao mar, que possui grande biodiversidade e muitos estudos reconhecidos direcionados ao ambiente marinho.




Apesar de viver em uma cidade litorânea, desfrutando da gastronomia típica, do lazer e da renda que a atividade no mar proporciona, a população muitas vezes nem imagina as riquezas que o mar possui. Com o Oceanário, os moradores, estudantes, pesquisadores e turistas terão a oportunidade de conhecer os segredos do Oceano Atlântico e sua relação com as bacias hidrográficas brasileiras.




O Oceanário é um projeto do reitor da universidade, João Carlos Cousin, que surgiu durante a realização do seu mestrado e doutorado na cidade de Brest, na França. Cousin acompanhou o desenvolvimento da cidade com a construção de um Oceanário e planejou a obra para Rio Grande. “Irá alavancar ainda mais o desenvolvimento. Na América Latina, não temos um complexo desse porte. Vai ser um exemplo para o mundo em termos de construção, cuidados e manutenção”, avaliou.
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Frio atípico surpreende brasileiros na Antártida; degelo continua em outras áreas


Reportagem publicada no jornal Folha de São Paulo e assinada por EDUARDO GERAQUE.



O domingo foi de neve na baia do Almirantado. O vento forte fez ondas se formarem no mar. A vista das janelas da estação brasileira Comandante Ferraz é bloqueada pelo acúmulo de mais de dois metros de altura de neve. No fundo da baía, grande parte do mar permanece congelada.
Os mais experientes olham para o calendário e se surpreendem. Nesta época, verão no hemisfério Sul, é comum que não exista mais neve em frente à estação.


Quem dá sustentação para a impressão dos pesquisadores antárticos é Heber Passos, ele mesmo um veterano na ilha Rei George, que abriga a estação antártica brasileira.
O técnico do Inpe (Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais) vive em um módulo separado da base, no alto de um morro próximo. Lá, ele registra tudo sobre as condições meteorológicas de toda a área.

Os gráficos que emergem do computador atestam um inverno rigoroso. O mês de agosto, por exemplo, teve mínima de 25,6 ºC negativos e média de -9 ºC. Só superior a 1991, quando a estação controlada pelo Inpe, que opera há 23 anos, marcou -28,5 ºC de temperatura mínima e média de -11,3 ºC.

Nos últimos dias, em novembro, as temperaturas rondaram 0 ºC, com sensação térmica de -13 ºC em alguns momentos.
Menos importante que os recordes anuais dos termômetros, diz Passos, é o ciclo dos invernos rigorosos. "Antes eles eram mais espaçados [de quatro em quatro anos mais ou menos], agora tivemos um 2007 e outro em 2009", comenta.

Aquecimento global

Por eventos como o registrado hoje na estação brasileira, é que outros pesquisadores antárticos do Brasil não gostam do termo aquecimento global. Eles preferem falar em variações climáticas. Pelo menos onde fica estação Comandante Ferraz e na região noroeste da península Antártica, o termo mais correto para é "resfriamento global", mesmo os cientistas não sabendo explicar por que ele está ocorrendo.

De acordo com Passos, não são apenas os dados brasileiros que apontam na direção de um quadro mais frio. O acúmulo de neve é sentido por outras estações próximas, como a base chilena Presidente Frei.
No leste e no sul, entretanto, a perda de gelo continua, e em ritmo forte, mostram outros estudos feitos na região."Podem ser dois lados de uma mesma moeda", cogita o técnico do Inpe.
Animais

Lá fora, grupos de pesquisa em ação neste verão antártico sentem em suas rotinas de trabalho a meteorologia alterada. Seja por causa da ausência dos bichos que eles costumam estudar nesta época do ano, seja por problemas técnicos que a neve costuma causar.
No caso das aves, nesta época do ano, cientistas esperavam encontrar ninhos de skuas e gaivotões, por exemplo, em praias próximas. Mas os primeiros dias de pesquisa estão sendo tocados em ritmo lento. Por causa do grande acúmulo de gelo, dizem, os bichos ainda não montaram os seus ninhos.

O problema para o grupo dos peixes é de ordem técnica. O gelo ainda prende a lancha de pesquisa da estação brasileira. Sem ela, o deslocamento fica difícil.
Dentro de Ferraz, a neve fora de hora também deixa sequelas. Os dois lagos de abastecimento de água do complexo estão congelados. Banho apenas uma vez por dia, de preferência bem rápido. Lavar roupa, por enquanto, está proibido pelo chefe da estação.
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"Não existe aquecimento global", diz representante da OMM na América do Sul



Reportagem publicada no site UOL, assinada pelo jornalista Carlos Medeiros, reabre uma polêmica interessante.Afinal, existe o tão falado aquecimento global? Abaixo a entrevista com o
meteorologista Luiz Carlos Molion


Com 40 anos de experiência em estudos do clima no planeta, o meteorologista da Universidade Federal de Alagoas Luiz Carlos Molion apresenta ao mundo o discurso inverso ao apresentado pela maioria dos climatologistas. Representante dos países da América do Sul na Comissão de Climatologia da Organização Meteorológica Mundial (OMM), Molion assegura que o homem e suas emissões na atmosfera são incapazes de causar um aquecimento global. Ele também diz que há manipulação dos dados da temperatura terrestre e garante: a Terra vai esfriar nos próximos 22 anos.Em entrevista ao UOL, Molion foi irônico ao ser questionado sobre uma possível ida a Copenhague: “perder meu tempo?” Segundo ele, somente o Brasil, dentre os países emergentes, dá importância à conferência da ONU. O metereologista defende que a discussão deixou de ser científica para se tornar política e econômica, e que as potências mundiais estariam preocupadas em frear a evolução dos países em desenvolvimento.


UOL: Enquanto todos os países discutem formas de reduzir a emissão de gases na atmosfera para conter o aquecimento global, o senhor afirma que a Terra está esfriando. Por quê?


Luiz Carlos Molion: Essas variações não são cíclicas, mas são repetitivas. O certo é que quem comanda o clima global não é o CO2. Pelo contrário! Ele é uma resposta. Isso já foi mostrado por vários experimentos. Se não é o CO2, o que controla o clima? O sol, que é a fonte principal de energia para todo sistema climático. E há um período de 90 anos, aproximadamente, em que ele passa de atividade máxima para mínima. Registros de atividade solar, da época de Galileu, mostram que, por exemplo, o sol esteve em baixa atividade em 1820, no final do século 19 e no inicio do século 20. Agora o sol deve repetir esse pico, passando os próximos 22, 24 anos, com baixa atividade.

UOL: Isso vai diminuir a temperatura da Terra?


Molion: Vai diminuir a radiação que chega e isso vai contribuir para diminuir a temperatura global. Mas tem outro fator interno que vai reduzir o clima global: os oceanos e a grande quantidade de calor armazenada neles. Hoje em dia, existem boias que têm a capacidade de mergulhar até 2.000 metros de profundidade e se deslocar com as correntes. Elas vão registrando temperatura, salinidade, e fazem uma amostragem. Essas boias indicam que os oceanos estão perdendo calor. Como eles constituem 71% da superfície terrestre, claro que têm um papel importante no clima da Terra. O [oceano] Pacífico representa 35% da superfície, e ele tem dado mostras de que está se resfriando desde 1999, 2000. Da última vez que ele ficou frio na região tropical foi entre 1947 e 1976. Portanto, permaneceu 30 anos resfriado.

UOL: Esse resfriamento vai se repetir, então, nos próximos anos?


Molion: Naquela época houve redução de temperatura, e houve a coincidência da segunda Guerra Mundial, quando a globalização começou pra valer. Para produzir, os países tinham que consumir mais petróleo e carvão, e as emissões de carbono se intensificaram. Mas durante 30 anos houve resfriamento e se falava até em uma nova era glacial. Depois, por coincidência, na metade de 1976 o oceano ficou quente e houve um aquecimento da temperatura global. Surgiram então umas pessoas - algumas das que falavam da nova era glacial - que disseram que estava ocorrendo um aquecimento e que o homem era responsável por isso.

UOL: O senhor diz que o Pacífico esfriou, mas as temperaturas médias Terra estão maiores, segundo a maioria dos estudos apresentados.


Molion: Depende de como se mede.

UOL: Mede-se errado hoje?


Molion: Não é um problema de medir, em si, mas as estações estão sendo utilizadas, infelizmente, com um viés de que há aquecimento.

UOL: O senhor está afirmando que há direcionamento?


Molion: Há. Há umas seis semanas, hackers entraram nos computadores da East Anglia, na Inglaterra, que é um braço direto do IPCC [Painel Intergovernamental sobre Mudança Climática], e eles baixaram mais de mil e-mails. Alguns deles são comprometedores. Manipularam uma série para que, ao invés de mostrar um resfriamento, mostrassem um aquecimento.

UOL: Então o senhor garante existir uma manipulação?


Molion: Se você não quiser usar um termo tão forte, digamos que eles são ajustados para mostrar um aquecimento, que não é verdadeiro.

UOL: Se há tantos dados técnicos, por que essa discussão de aquecimento global? Os governos têm conhecimento disso ou eles também são enganados?


Molion: Essa é a grande dúvida. Na verdade, o aquecimento não é mais um assunto científico, embora alguns cientistas se engajem nisso. Ele passou a ser uma plataforma política e econômica. Da maneira como vejo, reduzir as emissões é reduzir a geração da energia elétrica, que é a base do desenvolvimento em qualquer lugar do mundo. Como existem países que têm a sua matriz calcada nos combustíveis fósseis, não há como diminuir a geração de energia elétrica sem reduzir a produção.

UOL: Isso traria um reflexo maior aos países ricos ou pobres?


Molion: O efeito maior seria aos países em desenvolvimento, certamente. Os desenvolvidos já têm uma estabilidade e podem reduzir marginalmente, por exemplo, melhorando o consumo dos aparelhos elétricos. Mas o aumento populacional vai exigir maior consumo. Se minha visão estiver correta, os paises fora dos trópicos vão sofrer um resfriamento global. E vão ter que consumir mais energia para não morrer de frio. E isso atinge todos os países desenvolvidos.

UOL: O senhor, então, contesta qualquer influência do homem na mudança de temperatura da Terra?


Molion: Os fluxos naturais dos oceanos, polos, vulcões e vegetação somam 200 bilhões de emissões por ano. A incerteza que temos desse número é de 40 bilhões para cima ou para baixo. O homem coloca apenas 6 bilhões, portanto a emissões humanas representam 3%. Se nessa conferência conseguirem reduzir a emissão pela metade, o que são 3 bilhões de toneladas em meio a 200 bilhões?Não vai mudar absolutamente nada no clima.

UOL: O senhor defende, então, que o Brasil não deveria assinar esse novo protocolo?


Molion: Dos quatro do bloco do BRIC (Brasil, Rússia, Índia e China), o Brasil é o único que aceita as coisas, que “abana o rabo” para essas questões. A Rússia não está nem aí, a China vai assinar por aparência. No Brasil, a maior parte das nossas emissões vem da queimadas, que significa a destruição das florestas. Tomara que nessa conferência saia alguma coisa boa para reduzir a destruição das florestas.

UOL: Mas a redução de emissões não traria nenhum benefício à humanidade?


Molion: A mídia coloca o CO2 como vilão, como um poluente, e não é. Ele é o gás da vida. Está provado que quando você dobra o CO2, a produção das plantas aumenta. Eu concordo que combustíveis fósseis sejam poluentes. Mas não por conta do CO2, e sim por causa dos outros constituintes, como o enxofre, por exemplo. Quando liberado, ele se combina com a umidade do ar e se transforma em gotícula de ácido sulfúrico e as pessoas inalam isso. Aí vêm os problemas pulmonares.

UOL: Se não há mecanismos capazes de medir a temperatura média da Terra, como o senhor prova que a temperatura está baixando?


Molion: A gente vê o resfriamento com invernos mais frios, geadas mais fortes, tardias e antecipadas. Veja o que aconteceu este ano no Canadá. Eles plantaram em abril, como sempre, e em 10 de junho houve uma geada severa que matou tudo e eles tiveram que replantar. Mas era fim da primavera, inicio de verão, e deveria ser quente. O Brasil sofre a mesma coisa. Em 1947, última vez que passamos por uma situação dessas, a frequência de geadas foi tão grande que acabou com a plantação de café no Paraná.

UOL: E quanto ao derretimento das geleiras?


Molion: Essa afirmação é fantasiosa. Na realidade, o que derrete é o gelo flutuante. E ele não aumenta o nível do mar.

UOL: Mas o mar não está avançando?

Molion: Não está. Há uma foto feita por desbravadores da Austrália em 1841 de uma marca onde estava o nível do mar, e hoje ela está no mesmo nível. Existem os lugares onde o mar avança e outros onde ele retrocede, mas não tem relação com a temperatura global.

UOL: O senhor viu algum avanço com o Protoclo de Kyoto?

Molion: Nenhum. Entre 2002 e 2008, se propunham a reduzir em 5,2% as emissões e até agora as emissões continuam aumentando. Na Europa não houve redução nenhuma. Virou discursos de políticos que querem ser amigos do ambiente e ao mesmo tempo fazer crer que países subdesenvolvidos ou emergentes vão contribuir com um aquecimento. Considero como uma atitude neocolonialista.

UOL: O que a convenção de Copenhague poderia discutir de útil para o meio ambiente?


Molion: Certamente não seriam as emissões. Carbono não controla o clima. O que poderia ser discutido seria: melhorar as condições de prever os eventos, como grandes tempestades, furacões, secas; e buscar produzir adaptações do ser humano a isso, como produções de plantas que se adaptassem ao sertão nordestino, como menor necessidade de água. E com isso, reduzir as desigualdades sociais do mundo.

UOL: O senhor se sente uma voz solitária nesse discurso contra o aquecimento global?

Molion: Aqui no Brasil há algumas, e é crescente o número de pessoas contra o aquecimento global. O que posso dizer é que sou pioneiro. Um problema é que quem não é a favor do aquecimento global sofre retaliações, têm seus projetos reprovados e seus artigos não são aceitos para publicação. E eles [governos] estão prejudicando a Nação, a sociedade, e não a minha pessoa.
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sábado, 22 de agosto de 2009

E o lixo chegou ao Reino Unido

Ao que parece o primeiro capítulo da novela O LIXO EUROPEU, foi encerrado. Chegou na sexta-feira no porto de Felixstowe, em Suffolk, na Inglaterra, o navio carregado com 71 contêineres com lixo exportado indevidamente ao Brasil. Os demais 18 contêineres devem retornar mais tarde. A denúncia, que teve repercussão internacional, foi feita pela Revista Conexão Marítima (http://www.conexaomaritima.com.br/).

O assunto foi abordado pela imprensa britânica: os sites dos jornais The Guardian, The Times e até o sensacionalista Daily Mail, por exemplo, noticiaram a chegada do navio e o andamento das investigações, já iniciadas pela agência.

Fica uma pergunta: se esse caso não se tornasse público, não fosse denunciado e não tivesse tido a repercussão que teve, esses contêineres seriam devolvidos para a Europa?

As providências tomadas pelas autoridades brasileiras são importantes, mas insuficientes ao meu ver. Não adianta o ministro do meio ambiente Carlos Minc visitar os portos de Santos e Rio Grande, posar para fotógrafos e cinegrafistas, virar manchete. Se faz necessária uma ação mais forte a nível de Itamaraty.O lixo é caso de saúde pública e não pode ficar lacrado em contêineres nos portos brasileiros. E pior: o Brasil já está incluído no rol dos destinatários de todo tipo de lixo.

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Diário de Bordo


Também é boa a iniciativa da RBS TV RIO GRANDE em crirar o blog Diário de Bordo, que apresenta as reportagens exibidas no Jornal do Almoço e RBS Notícias. Tudo para integrar a comunidade que pode participar com envio de sugestões. Parabéns a equipe liderada por Norton Fabrízio. Toda a iniciativa em prol da boa informação tem que ser saudada.


Equipe de Telejornalismo RBS TV RIO GRANDE


Mauricio.Gasparetto (apresentador e repórter), Cristiane Silva (apresentadora e repórter), Roger Albernaz (cinegrafista), Carlos Esperon (cinegrafista) e Thaís Abrão (estagiária), Julieta Amaral, repórter e coordenadora de Telejornalismo.




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Lulismo ou Peleguismo?




Senador Aloísio Mercadante do PT na quinta-feira:

" Minha renúncia é em caráter irrevogável".


Aloísio Mercadante na sexta-feira:

" Eu não tenho como dizer não ao presidente" .

Foram manchetes do jornal Zero Hora de sábado.

Lulismo, ou peleguismo? A Revista Veja desta semana aborda essa questão que envergonha o país. A Veja diz que Lula " empalhou" o PT. A Veja destaca: Ao reduzir moralmente seu partido e abrir mão de aliados históricos, como foi o caso da ex-ministra Marina Silva, que deixou o PT por discordar dos caminhos trilhados, o presidente Lula certamente tem em mente um plano auspicioso. Difícil talvez seja convencer as pessoas de como algo que se imagina virtuoso possa passar pela salvação do senador José Sarney.


Lula acredita que fez o melhor governo da história do Brasil e quer provar isso elegendo o sucessor. Apesar da resistência do PT, o presidente escolheu a ministra Dilma Rousseff para o papel de candidata, e está empenhando sua imensa popularidade numa pré-campanha que começou há meses.


O governo precisa do PMDB para viabilizar seu projeto de poder. É nessa hora que aparece a fatura pesada. Se para quitá-la for preciso fazer alguns sacrifícios, como defender corruptos ou enfraquecer o partido que levou Lula ao poder, segue-se em frente, sem nenhum constrangimento.
A foto montagem acima é da Revista Veja
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Cerco aos fumantes

Boa a iniciativa da vereadora de Rio Grande, Lu Compiani em realizar em seu blog uma enquete com a seguinte pergunta: Você é a favor de uma lei que regulamente o consumo de cigarros e assemelhados em lugares públicos ? Fumante que sou, farei campanha pelo SIM.Sou favorável a lei por não fumar em locais públicos. Quem quiser votar é só acessar o blog http://www.lucompiani.blogspot.com/.

Recentemente, o diretor de uma empresa irlandesa causou polêmica na União Européia por ter colocado um anúncio de emprego que dizia: "fumantes não precisam enviar currículos".

Ele alegava que, ao contratar profissionais fumantes, as empresas estão correndo riscos em relação à sua própria saúde financeira, já que esses profissionais faltam mais ao trabalho por doenças menores e ainda apresentam mais riscos de sofrerem doenças crônicas, o que pode aumentar os custos dos seguros de saúde para o patrão.

Cerca de 20% das grandes empresas nos EUA já dão descontos nos planos de saúde a funcionários não-fumantes, e a prática vem ganhando popularidade no hemisfério norte.

O mesmo vale em relação à não aceitação de fumantes em processos de seleção. Mas cuidado. Vale o alerta do professor Renato Rua de Almeida, da PUC de São Paulo, advogado especializado em legislação trabalhista, as empresas devem tomar cuidado com o preconceito:


“No Brasil, se um profissional estiver apto para disputar um cargo e for dispensado da seleção por ser fumante, ele pode entrar com uma ação em juízo pedindo indenização por danos morais e discriminação”, explica. “E se a empresa divulgar que não aceita candidatos fumantes, ela também pode sofrer sanção do ponto de vista trabalhista, já que seria discriminação, inconstitucional e ilegal, inclusive com autuação administrativa e representação perante o Ministério do Trabalho, com pagamento de multa”.
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