
A notícia publicada no Portal GlobalOnline, da uma dimensão e importância da DEME no setor de dragagem mundial.



Responsável pela dragagem de manutenção continuada do calado do Porto do Rio Grande (RS), a draga Copacabana já retirou mais de 700 mil metros cúbicos de sedimentos do canal de acesso e da bacia de evolução do porto gaúcho, de um total estimado em 1,35 milhão de metros cúbicos.
O trabalho começou a ser executado em agosto de 2009, sofreu uma pausa em setembro por questões técnicas e foi retomado em dezembro. O objetivo da obra é manter o calado de 31 pés (cerca de 10 metros) na área do Porto Novo. A Copacabana, da Bandeirantes Dragagem e Construção Ltda., - sediada no Rio de Janeiro - é uma draga transportadora com capacidade par 5 mil metros cúbicos, com hidrojato nas bocas de dragagem e nas portas de cisternas.
Segundo a Superintendência do Porto do Rio Grande (SUPRG), o contrato com a empresa Bandeirantes vale por um período de cinco anos e, o investimento total é de R$ 76,7 milhões, prevendo a retirada de cerca 8,5 milhões de metros cúbicos de sedimentos do canal.De acordo com a direção da Bandeirantes, a Copacabana está concluído dragagem da bacia de evolução e em seguida passará a trabalhar nas áreas do terminal da Companhia Estadual de Silos e Armazéns (CESA) e do cais da Marinha do Brasil, considerados os locais mais críticos.
Neste primeiro ano de trabalho, a Copacabana atua praticamente no Porto Novo, considerando-se que a SUPRG também faz atualmente a dragagem de aprofundamento da áreas do Superporto e da entrada do Molhes da Barra, ainda não havendo necessidade de manutenção nestes trechos. Nas áreas citadas, o porto passará a ter, respectivamente 16 e 18 metros de profundidade.
A Bandeirantes afirma que após esta primeira dragagem de manutenção, a SUPRG passa a monitorar as condições do canal e, tão logo seja detectado um assoreamento na ordem de 1 milhão de metros cúbicos, a draga Copacabana voltará a ser acionada. A direção da empresa afirma que com o aprofundamento do porto, não se sabe qual será o comportamento do canal com relação ao acúmulo de sedimentos. Ele poderá ficar assoreado mais depressa ou não, por isso é importante o monitoramento.
Líder no segmento no País
A Bandeirantes Dragagem e Construção Ltda., fundada em 1974, tem como objeto principal a prestação de serviços no ramo de dragagem marítima e portuária.A Empresa é genuinamente nacional e se caracteriza pela versatilidade e diversidade do porte de seus equipamentos, que lhe conferem a capacidade de atuar, simultaneamente, em diversos portos e terminais na extensa costa nacional.
A draga Copacabana é considerada a mais eficiente e competitiva em operação na costa brasileira.
A embarcação foi adquirida no ano de 2000 da extinta Companhia Brasileira de Dragagem, sendo totalmente recuperada pela Bandeirantes e modernizada com aumento de capacidade e inovações tecnológicas que lhe permitem, inclusive, recuperar praias.
Draga que fará derrocagem do Porto do Mucuripe já está em Fortaleza
A draga Mersey M , da Bandeirantes, já está no Porto do Mucuripe, em Fortaleza para realizar os trabalhos de derrocagem. Orçada em R$ 7 milhões com recursos da Secretaria Especial de Portos (SEP), a obra aumentará a profundidade do berço 103, destinado principalmente à atracação de navios graneleiros, em especial de trigo. A draga vai retirar aproximadamente 15 mil metros cúbicos de pedra aumentando a profundidade do local para 11m. O início da operação está previsto para próximo dia 25 e durará 10 meses.
Com a derrocagem, o Porto do Mucuripe receberá navios graneleiros de maior porte e com mais carga. “Antes, devido à baixa profundidade, alguns navios de trigo chegavam sem a carga máxima. Esse problema será corrigido com a derrocagem, que é mais uma ação para dotar do Porto do Mucuripe de uma infraestrutura adequada ao recebimento de navios modernos e de maior porte”, afirma Sergio Novais, diretor presidente da Companhia Docas do Ceará.
DRAGAGEM
Além da derrocagem, este ano será realizada no Porto do Mucuripe a obra de dragagem (retirada de areia do fundo do mar). Considerado um dos investimentos mais importantes do terminal, a dragagem vai permitir que Fortaleza entre na rota das grandes embarcações. A profundidade do Porto (hoje de10,5m) será elevada para 14m, possibilitando a atracação de navios de até 100 mil toneladas (o dobro da capacidade de recebimento atual). Serão investidos R$63 milhões pela SEP, oriundos do Programa Nacional de Dragagem da Secretaria Especial de Portos (SEP). O edital de licitação já foi lançado.
OBRAS EM ANDAMENTO DA BANDEIRANTES
Porto de Vila do Conde no Pará;
Companhia Vale do Rio Doce em São Luis do Maranhão;
Porto de Mucuripe em Fortaleza;
Porto de Natal;
Terminal da Petrobras em Macaé no Rio de Janeiro;
Berços do Porto de Santos e Porto do Rio Grande;
PARQUE DE MÁQUINAS
5 dragas de auto propulsão e mais 3 escavadeiras flutuantes e batelões.
De 1 milhão e 350 mil metros cúbicos estimados pela SUPRG na Bacia de Evolução, Canal de Acesso e o Canal do Norte ( que depende de projeto), foram dragados 700 mil metros cúbicos.



por Diniz Júnior com fotos de Guga VW
A dragagem em Rio Grande vai ampliar em 30% a capacidade de movimentação de cargas
Desde agosto deste ano, a dragagem está sendo feita nos canais de acesso ao porto gaúcho. Com esta obra, a profundidade do canal de acesso ao porto passará dos 14 para 18 metros no canal externo (fora dos Molhes da Barra) e de 14 para 16 metros no interno (entre os Molhes e o Píer Petroleiro).
O consórcio da Jan de Nul e Odebrecht foi contratado pelo Ministério dos Portos para realizar o serviço, que consiste num investimento de R$ 196 milhões, dos quais R$ 147 milhões provenientes do governo federal, por meio do Plano de Aceleração do Crescimento (PAC), e R$ 48,5 milhões de contrapartida do Governo do Estado.
O aprofundamento do canal possibilitará que os grandes navios (Pós-Panamax) que já operam em Rio Grande e não utilizam sua capacidade máxima de carga devido ao calado atual, possam completar sua carga, o que reduzirá significativamente os custos de frete. Esses navios operam com carga média de 60 mil toneladas. "Com a dragagem, Rio Grande se credencia para ser um hub port (porto concentrador) de cargas para o Brasil, Argentina e Uruguai", diz o diretor da Odebrecht Serviços de Engenharia, Mauro Darzé. No cais público, a dragagem prevista pelo Estado aumentará a capacidade de carga das embarcações de 40 mil para quase 60 mil toneladas.
A responsável pela limpeza dos canais é uma gigante que tem 157, 7 metros de comprimento e 27,8 metros de largura. Conta com dois tubos de sucção com 1,1 metro de diâmetro, podendo dragar a uma profundidade máxima de 54,5 metros.
A draga Juan Sebastián de Elcano foi construída na Espanha e é a maior em operação na América Latina. Ela deverá trabalhar por um ano, tirando 450 mil metros cúbicos de sedimentos por semana. Cerca de 18 milhões de metros cúbicos estão sendo lançados a 20 quilômetros do canal, em alto mar. “ É a maior operação de dragagem já efetuada no Brasil, com recursos do PAC”, comenta o holandês Marcos Roks, diretor comercial da Jan de Nul no Brasil.
Com capacidade de armazenar 16,5 mil metros cúbicos de sedimentos extraídos do fundo do mar por dois grandes aspiradores, a embarcação faz doze viagens por dia do ponto de escavação ao local onde o material é descarregado, a 20 quilômetros da costa.
A tripulação da Juan Sebastián de Elcano é formada por 32 pessoas que se revezam em três turnos durante 24 horas por dia, sete dias por semana.
Os 15 brasileiros, todos gaúchos das cidades de Rio Grande, Pelotas e São Lourenço do Sul, ficam três semanas a bordo e três em terra, enquanto 18 belgas, holandeses e croatas cumprem períodos de seis semanas na draga e o mesmo intervalo em seus países de origem. Para suportar o isolamento prolongado, dispõem de uma boa infraestrutura, com alojamentos individuais, academia de ginástica, restaurante e até um "pub" para descontrair. Apesar das várias nacionalidades, o idioma que predomina é o inglês.
No comando da logística operacional, está o argentino Martin Urbieta, engenheiro de 26 anos, há um ano na Jan de Nul. Segundo ele é necessário muita organização e precisão para atender escalas de serviços, fornecimento da alimentação para a draga e tudo que se refere a parte operacional. “É um trabalho desafiador e interessante”, revelou o argentino da Província de Formosa.
Com 30 anos de experiência no comando de dragas, e no currículo dragagens nos principais portos da Europa, o holandês Cornelis Goedknegt, de 53 anos fala com orgulho do trabalho. Para ele, o maior desafio na dragagem do porto gaúcho, é realizar o trabalho de profundidade e ao mesmo tempo controlar as mudanças repentinas dos ventos e das marés.
“ A atenção tem que ser redobrada, por causa do movimento intenso de entrada e saída de navios”, disse Goedknegt. Apesar da maioria da tripulação ser europeia, o comandante destaca a troca de experiências. “ Estamos aprendendo algumas palavras em português e os brasileiros estão aprendendo a falar inglês. É uma verdadeira torre de babel”, concluiu o holandês.
Na faxina realizada no fundo do mar, nada escapa da potente draga que tem um gerador capaz de fornecer energia elétrica para uma cidade com cerca de 300 mil habitantes. Em apenas uma hora de navegação, foram retirados dos canais grande quantidade de lixo como redes de pesca, hélices de navios, pneus, restos de embarcações e cordas.
Obs.: A reportagem impressa está na Revista Conexão Marítima (www .conexaomaritima.com.br)















Ao que parece o primeiro capítulo da novela O LIXO EUROPEU, foi encerrado. Chegou na sexta-feira no porto de Felixstowe, em Suffolk, na Inglaterra, o navio carregado com 71 contêineres com lixo exportado indevidamente ao Brasil. Os demais 18 contêineres devem retornar mais tarde. A denúncia, que teve repercussão internacional, foi feita pela Revista Conexão Marítima (http://www.conexaomaritima.com.br/).

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